Fagundes rebate Abilio: hipocrisia não deve existir em alianças

Senador Wellington Fagundes discursando, transmitindo a ideia de que a hipocrisia não deve existir.
Wellington Fagundes defende a transparência nas alianças políticas, afirmando que a hipocrisia não deve existir.
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O senador Wellington Fagundes (PL) rejeitou as críticas de Abilio Brunini (PL), prefeito de Cuiabá, sobre uma possível aliança com o MDB em Mato Grosso. Segundo Fagundes, a sigla pode ser fundamental para o cenário nacional, auxiliando no projeto de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos presos pelo ataque de 8 de janeiro, pois a hipocrisia não deve existir. O parlamentar ressaltou a importância da transparência nas relações políticas, pois falar algo em público e pensar o contrário em privado não condiz com sua visão.

Wellington Fagundes defende diálogo e critica a hipocrisia

Abilio Brunini demonstra descontentamento com a possibilidade de aliança com o MDB da deputada estadual Janaina Riva, que almeja uma vaga ao Senado em 2026. Ele argumenta que o partido apoia o atual presidente Lula (MDB). No entanto, Wellington Fagundes, sogro de Janaina e com considerável influência, vê o MDB como um partido a ser dialogado, rechaçando qualquer atrito partidário.

“Eleição não pode ser para fazer inimizade. A gente não pode ser hipócrita, não pode ser. Não posso dizer que às escondidas eu converso e às claras não posso conversar, não, tudo tem que ser transparente”, frisou Wellington em entrevista ao Jornal do Meio-Dia, da TV Vila Real. A transparência é um pilar essencial na sua concepção política.

Portanto, o senador esclareceu que o PL não tolerará alianças com partidos de esquerda, como PT, PV, PCdoB e PSOL. Todavia, o MDB, visto de forma diferente no cenário nacional, e em Mato Grosso com Janaina Riva, pode fortalecer a direita no estado. Assim, Wellington Fagundes enxerga positivamente uma possível aproximação.

“Os únicos partidos que o PL nacional não aceita é a esquerda. Fora isso, nós vamos conversar para um plano para o Brasil. Queremos Bolsonaro como nosso candidato, queremos aprovar a anistia, por isso precisamos de ter a maioria, inclusive o MDB, que é um grande partido. Queremos e vamos trabalhar para que vote a anistia”, declarou o senador. Ele busca, portanto, formar um bloco robusto.

Ademais, o senador defendeu a necessidade de bom trânsito com partidos de centro e direita. Ele relembrou sua participação na convenção do MDB que sagrou Janaina Riva como presidente, e também em um ato da Federação União Progressista. Tudo isso ocorreu com o aval do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

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