Facções criminosas são terrorismo? Mauro defende lei e elogia polícias

Ilustração representando o confronto entre autoridades e criminosos, ligando facções à ideia de terrorismo.
Governo defende leis mais rigorosas contra facções, comparando-as a atos de terrorismo.
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O governador Mauro Mendes (União) reforçou sua defesa pela classificação das facções criminosas como terroristas, exaltando o trabalho das polícias Civil e Militar no combate ao crime organizado em Mato Grosso. Ele criticou as leis brasileiras que, em sua visão, facilitam a rápida soltura de criminosos. A declaração foi feita na Conferência Recupera MT, evento promovido pelo Tribunal de Justiça (TJMT) que discute o combate ao crime organizado no estado.

Facções criminosas: a classificação de terrorismo em debate

“A Polícia Civil e a Polícia Militar fazem um trabalho brilhante. Todos os dias nós prendemos pessoas, nós prendemos criminosos por diversos crimes. Muitos deles são soltos dias, horas, semanas depois ou meses depois, porque nós temos uma lei que não classifica essas facções criminosas como terrorismo”, afirmou Mauro.

Em resposta à possibilidade de tal classificação abrir brechas para intervenções estrangeiras, o governador rebateu, enfatizando que a legislação deve atender às necessidades do Brasil. “É um absurdo, não concordo com isso como brasileiro. Nós podemos fazer as nossas leis aqui”, disse.

Mauro Mendes defende uma postura mais enérgica por parte dos brasileiros. “Ao invés de ficar criticando os Estados Unidos, nós temos que tomar atitudes aqui dentro e nós acabarmos com o terrorismo”, argumentou.

Ele destacou a urgência de uma legislação mais rigorosa. “Temos que tomar vergonha na cara nós brasileiros, nós que temos o Congresso Nacional, e fazer uma lei dura para acabar com essas facções criminosas, com esses terroristas do nosso país”, completou.

Desalinhamento com o TJMT sobre o “prende e solta”

Durante o mesmo evento, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, apresentou um discurso distinto. Ele negou que o Poder Judiciário promova o “prende e solta” indiscriminado, explicando que a Justiça cumpre a legislação penal vigente. “Nós do Judiciário cumprimos regras, nós cumprimos a lei”, declarou.

Contudo, o desembargador concordou com a necessidade de revisão legislativa. “Não diria que [as leis] são frouxas, eu diria que elas devem ser repensadas. Ela tem que ter efetividade, ela tem que ter resultado para que a sociedade volte a acreditar no sistema de Justiça”, acrescentou.

A Conferência Recupera MT, que iniciou nesta quinta-feira, é resultado da colaboração entre diversas instituições da Rede Nacional de Recuperação de Ativos. Dentre elas, destacam-se o TJMT, a Polícia Judiciária Civil (PJC) e o Ministério Público Estadual (MPE-MT).

O evento foca na atuação articulada para desarticular o fluxo financeiro de organizações criminosas. Foi assinada, na ocasião, a Resolução Conjunta nº 01/2025, que normatiza a gestão de bens e materiais apreendidos em processos criminais. Acesse a comunidade de WhatsApp do Rdnews para mais informações.

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