Pelo menos cinco funcionários foram mantidos reféns na noite de sexta-feira (3) por suspeitos ligados a uma facção criminosa Marcelândia. O terror aconteceu em um alojamento alugado por uma empresa terceirizada da Águas de Marcelândia.
Facção criminosa Marcelândia exige informações
A Polícia Militar foi acionada após uma ligação do proprietário da empresa. Ele relatou a invasão da residência por homens armados, que mantinham os trabalhadores em cárcere privado. Portanto, esta seria a segunda vez que o local era alvo de criminosos.
Ao chegarem, os policiais encontraram diversas pessoas no imóvel. Contudo, alguns suspeitos tentaram fugir, mas seis homens foram detidos. Desses, cinco eram funcionários e vítimas, e um foi identificado como invasor e membro de facção.
As vítimas relataram ameaças desde o fim da tarde. Os criminosos exigiam informações sobre possíveis vínculos com facções rivais. Uma das vítimas seria o principal alvo do grupo, e estariam armados.
Além disso, os suspeitos chegaram a realizar uma chamada de vídeo com um suposto criminoso do Rio de Janeiro. Ele apareceu em tela empunhando uma arma longa.
Durante o sequestro, os trabalhadores foram ameaçados de morte. Por exemplo, um dos criminosos utilizou o cabo de uma picareta para intimidar os reféns. Ele chegou a declarar que levaria um deles para ser executado no mato.
A quadrilha também advertiu os funcionários sobre retaliações caso comprassem drogas de facções rivais. Assim, o medo e a pressão eram constantes.
Segundo relatos, drones eram usados para monitorar o alojamento. Portanto, o local era vigiado diariamente pela facção criminosa Marcelândia.
Durante a fuga, um dos suspeitos sofreu um leve ferimento no supercílio ao tropeçar em uma mureta. A polícia encontrou no veículo Fiat Siena prata uma balaclava e camisetas correspondentes às descrições das vítimas.
Posteriormente, com apoio da comunidade, dois suspeitos foragidos foram localizados em frente a um ponto conhecido de tráfico. Eles apresentavam escoriações compatíveis com fuga por muros e vestiam roupas semelhantes.
Em conclusão, três suspeitos foram presos pela PM, e outros dois conseguiram escapar. O caso foi encaminhado à Polícia Civil para investigação da atuação da facção criminosa Marcelândia e possíveis conexões com outras invasões. Para mais informações sobre segurança pública na região, acesse nossa seção de segurança.










