O marketing político mudou radicalmente nos últimos anos. Além disso, as campanhas deixaram de depender apenas do horário eleitoral e dos santinhos para disputar a atenção do eleitor nas redes sociais. No entanto, para a advogada e estrategista Mariana Bonjour, o erro persiste: acreditar que a campanha se resume ao ano eleitoral e produzir vídeos para a internet. Para ela, a base de uma campanha está na estratégia planejamento posicionamento, não apenas em ferramentas digitais.
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estratégia planejamento posicionamento
“Eu acredito que uma campanha é um conjunto de fatores. A macro é a estratégia. Sem planejamento e uma boa leitura de cenário, não existe campanha. Cada candidato é único, cada eleição é diferente e é preciso entender as particularidades de cada projeto. O diferencial é saber quem você é e o que representa para o eleitor.”
“Para ela, a estratégia planejamento posicionamento é o eixo da campanha.” Ainda assim, Mariana explica por que estratégia, leitura de cenário e conhecimento das características de cada candidato são mais importantes do que seguir fórmulas prontas. Além disso, reconhece que a produção de conteúdo se tornou indispensável, porém alerta que a busca por volume sem planejamento pode ter efeito contrário: transformar o candidato em alguém sem identidade.
“O post é consequência”, resume.
Mariana critica a busca desenfreada por volume de publicações e explica por que produzir conteúdo apenas para preencher as redes sociais pode prejudicar uma campanha. Além disso, defende que o candidato escolha temas nos quais deseja ser reconhecido, em vez de tentar comentar todos os assuntos do momento. Portanto, a estratégia planejamento posicionamento deve orientar as escolhas temáticas.
- Discurso
- Ação
- Comunicação
Para a estrategista, muitos políticos ainda cometem o erro de concentrar investimentos em comunicação apenas durante a campanha, ignorando a importância de manter um relacionamento permanente com a população ao longo de todo o mandato. Além disso, Mariana afirma que campanhas são construídas durante todo o mandato e não apenas nos meses que antecedem a eleição. Segundo ela, existe um “tripé” para a comunicação política eficiente: discurso, ação e comunicação.
Vídeos bem produzidos, inteligência artificial e redes sociais são recursos importantes, mas não substituem estratégia, coerência e constância. O eleitor pode até ser impactado por uma boa publicação, mas é a construção consistente da imagem, ao longo do tempo, que transforma atenção em confiança e confiança em voto. Portanto, a estratégia planejamento posicionamento sustenta a construção de imagem ao longo do tempo.
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