Esquema Raspadinhas Cuiabá: Fraude que Movimentou R$ 3 Milhões

Imagem de bilhetes de raspadinha sendo vendidos em um comércio, parte do esquema de fraudes em Cuiabá.
O esquema de raspadinhas em Cuiabá, desarticulado pela polícia, movimentou milhões em atividades ilegais.
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Um esquema de raspadinhas prometendo prêmios de R$ 50 mil, mas pagando apenas R$ 100, foi desarticulado em Mato Grosso. O líder do grupo, Ederson Xavier de Lima, conhecido como “Boré”, foi preso em Niterói (RJ). Assim, a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Raspadinha do Crime para combater essa fraude.

“Boré” Liderava Esquema de Raspadinhas em Cuiabá

Apesar de preso no Rio de Janeiro, “Boré” era o responsável por distribuir os lucros do esquema de raspadinhas Cuiabá aos demais membros da facção criminosa Comando Vermelho. Além disso, os indivíduos que atuavam junto aos comerciantes na capital mato-grossense eram os mesmos que distribuíam drogas em nome da facção. Dessa forma, a operação visou desmantelar essa rede criminosa.

A operação resultou na emissão de 111 ordens judiciais, incluindo 21 de prisão preventiva, e no bloqueio de R$ 1,1 milhão em valores. No entanto, o grupo criminoso movimentou cerca de R$ 3 milhões em seis meses com este jogo fraudulento.

Operação Descobre Lavagem de Dinheiro com Jogos Ilegais

O delegado Antenor Pimentel, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), explicou que o esquema de raspadinhas servia como uma nova modalidade de lavagem de dinheiro e captação de recursos para o crime organizado. Por exemplo, os bilhetes eram vendidos a R$ 5 nos comércios locais, com divulgação massiva nas redes sociais.

As investigações, conduzidas pela GCCO em conjunto com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), revelaram uma estrutura empresarial complexa. Essa organização operava um falso empreendimento de raspadinhas instantâneas, buscando novas fontes de arrecadação fora do tráfico e da extorsão. Assim, a facção buscava diversificar seus meios de financiamento.

A estrutura criminosa era dividida em três níveis operacionais. No topo, o núcleo estratégico coordenava as ações financeiras e definia as diretrizes. Abaixo, o núcleo financeiro gerenciava contas bancárias de fachada, movimentando grandes quantias. Portanto, a aparência de legalidade do negócio era utilizada como instrumento de lavagem de dinheiro.

Para mais detalhes sobre operações de combate ao crime em Mato Grosso, acompanhe nossas notícias em portal163.com.br. A facção criminosa, portanto, utilizava o jogo como fachada para alimentar suas atividades ilícitas.

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