A menos de dois anos do fim do contrato, a Energisa não cumpre metas em Mato Grosso, gerando críticas na Assembleia Legislativa. A empresa comprou o Grupo Rede em 2014, assumindo compromissos de infraestrutura. Portanto, o cenário atual levanta sérias preocupações.
Energisa não cumpre metas: Pouco avanço na rede trifásica
O deputado estadual Wilson Santos (PSD) aponta que a Energisa instalou sistema trifásico em apenas 33% dos 142 municípios, quando o acordo previa 100% de cobertura. No entanto, a renovação da concessão por mais 30 anos está em fase final na Aneel, de forma considerada sigilosa.
“O contrato dizia que até o final de 2027 todos os municípios teriam o sistema trifásico. Temos menos de um terço”, questionou Wilson. Assim, a prorrogação automática de 19 concessões permite que a empresa permaneça em Mato Grosso por mais três décadas.
Críticas à ineficiência da Energisa em áreas rurais
Durante sessão da Comissão Especial da ALMT, Wilson Santos criticou a ineficiência no atendimento, especialmente nas áreas rurais. Relatos de moradores da Agrovila das Palmeiras evidenciam interrupções constantes de energia. Portanto, a falta de fornecimento impacta diretamente a vida dessas comunidades.
“Até a vacina lá é perdida, porque fica sem energia”, relatou o deputado, exemplificando a gravidade da situação. Pequenos produtores também sofrem com as perdas, afetando a produção de queijo, por exemplo.
Lucros bilionários contrastam com investimentos
Wilson Santos apresentou números alarmantes: a Energisa faturou R$ 143 bilhões em Mato Grosso desde 2014, com lucro líquido de R$ 13 bilhões. Além disso, os investimentos somaram R$ 9 bilhões, evidenciando um ganho muito superior ao aplicado.
Diante de lucros tão expressivos, a empresa não poderia negligenciar os compromissos básicos. “O que não é natural é a quase unanimidade das reclamações”, ressaltou. Algumas comunidades, inclusive, construíram linhas de energia com recursos próprios.
O Decreto Federal nº 12.068/2024 reduziu drasticamente as exigências para renovação. A análise se concentra agora em eficiência e gestão financeira. Contudo, a própria eficiência é questionada diante das falhas persistentes.
Renovação sem cobrança: Um negócio de trilhões
O parlamentar criticou também a abertura mão de valores que poderiam ser arrecadados com a renovação. “Agora, vamos renovar 19 concessões de graça? Um negócio de 7,5 trilhões de reais sem cobrança alguma?”, apontou, destacando a diferença em relação a concessões anteriores.
Diante da repercussão, o Ministério de Minas e Energia suspendeu temporariamente a renovação. O ministro Alexandre Silveira determinou a abertura de prazo para contrarrazões da população. Assim, a expectativa é de uma reavaliação mais rigorosa das condições.
A Comissão Especial da ALMT continuará coletando depoimentos para embasar recomendações à Aneel. Visite notícias em Mato Grosso para mais informações sobre o assunto e acompanhe os desdobramentos.










