Dossiê CS Mobi Contrato: Prefeito Apresenta Suspeitas na CPI

Prefeito apresentando documentos de dossiê CS Mobi contrato em CPI.
O prefeito Abílio Brunini detalha o dossiê CS Mobi contrato na CPI, levantando suspeitas sobre a PPP.
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), apresentou um dossiê CS Mobi contrato nesta quarta-feira (24), durante reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Ele suspeita de possível direcionamento licitatório na Parceria Público-Privada (PPP) de 30 anos. A parceria envolve a revitalização do Centro Histórico e a reconstrução do Mercado Municipal.

Dossiê CS Mobi Contrato: Detalhes da Investigação

Segundo o prefeito, o contrato firmado com a CS Mobi é danoso para o município. Portanto, ele alega que a empresa lucra indevidamente com o estacionamento rotativo. A exploração de um futuro empreendimento e o confisco de recursos municipais são pontos de preocupação.

Por isso, Abílio sinaliza a intenção de romper o contrato, desde que não precise arcar com a multa estimada em R$ 135 milhões. Ele levou à CPI um grande volume de documentos. Estes materiais levantam suspeitas sobre os trâmites firmados pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD).

O prefeito foi questionado sobre o temor de que a CPI terminasse sem resultados práticos. Contudo, ele frisou que acredita no papel da Câmara Municipal. Além disso, mencionou que há margem para mais investigações, inclusive com a possível prorrogação do prazo em 120 dias.

“Acredito que não [terminaria em pizza]. Porque a gente está trabalhando para auxiliar. É o papel do Executivo auxiliar toda a CPI da Câmara Municipal”, afirmou Abilio. Dessa forma, ele demonstra compromisso com a transparência.

No entanto, o presidente da CPI, vereador Rafael Ranalli (PL), pretende formar uma força-tarefa. O objetivo é analisar os dados apresentados pelo prefeito. Assim, busca-se cumprir o prazo da CPI sem necessidade de prorrogação. A investigação foca nas falhas do contrato, não em sua fase de elaboração.

Atualmente, Abilio reclama do que chama de “sequestro” de R$ 5 milhões mensais do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Inclusive, esse valor foi dado como garantia à empresa para custeio de despesas. A CS Mobi não participou da reunião, alegando evitar um “embate midiático”.

Um funcionário da empresa foi flagrado na Câmara, gravando os depoimentos. Entretanto, ele negou estar a trabalho ou ter procuração. Porém, teve dois celulares apreendidos temporariamente pelos vereadores. Os aparelhos foram devolvidos ao final da sessão.

Compartilhe :

Veja mais