Maysa critica dossiê Abilio rotativo na CPI

Vereadora Maysa Leão analisa a apresentação de um dossiê Abilio rotativo na CPI.
Maysa Leão se manifesta sobre a apresentação do dossiê rotativo pelo prefeito.
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A vereadora Maysa Leão (Republicanos) criticou veementemente a apresentação de um dossiê Abilio rotativo pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), na CPI da CS Mobi. Para Leão, a ação configurou um mero espetáculo na reta final das investigações.

Apresentação do dossiê Abilio rotativo

O prefeito Abilio Brunini apresentou um dossiê focado no contrato da Parceria Público-Privada (PPP) de 30 anos, que envolve a revitalização do Centro Histórico e a reconstrução do Mercado Municipal Miguel Sutil. Ele sugeriu possível direcionamento licitatório no processo do estacionamento rotativo. No entanto, Maysa Leão ressaltou que os documentos foram entregues faltando apenas 16 dias para o encerramento da CPI.

Além disso, a vereadora considera o apontado direcionamento como um fato novo, que foge ao escopo da investigação atual. O objeto principal da CPI é o contrato entre a Prefeitura de Cuiabá e a CS Mobi. É crucial focar no escopo estabelecido.

“O senhor chega com uma grande caixa, que poderia ter sido apresentada para nós previamente, num grande espetáculo”, disse Leão, questionando a ação do prefeito. A maneira como a informação foi apresentada levanta questionamentos.

A parlamentar explicou que, ao final, a arrecadação do estacionamento rotativo pertencerá à Prefeitura de Cuiabá. O dinheiro do rotativo é arrecadado pelo Município, que cumpre contrapartidas. Essa contrapartida, conforme o contrato, é progressiva e deve ser detalhada.

Em seguida, ela citou que a contrapartida inicia em R$ 654 mil mensais e pode chegar a R$ 1,94 milhão. Portanto, com 3 mil vagas de estacionamento, o valor quase subsidia o montante máximo. A vereadora mencionou os estacionamentos de shoppings como um exemplo de operação.

Para Maysa Leão, já é hora de Abilio dialogar com a CS Mobi e definir contrapartidas mais claras para o município. Como exemplo, ela citou a disposição da empresa em ceder um andar do Mercado Municipal para uso exclusivo da Prefeitura. Uma negociação transparente é fundamental.

“Passou da hora de sentar e conversar no gabinete, olhar para Cuiabá, pensar no futuro”, concluiu, enfatizando que a decisão final cabe ao Executivo. A prioridade deve ser o bem-estar da população.

Abilio compareceu à oitiva com um extenso volume de documentos, levantando suspeitas sobre os trâmites firmados pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro. Ele garantiu que a CPI da CS Mobi não “terminará em pizza”. Saiba mais sobre o caso em notícias sobre a CPI.

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