A vereadora Maysa Leão (Republicanos) criticou o que chamou de ‘espetáculo’ do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), na sessão da CPI da CS Mobi desta quarta-feira (24). O foco principal aqui é a apresentação de um dossie Abilio CPI contra o contrato da Parceria Público-Privada (PPP).
Reta final da CPI e dossiê estratégico
Segundo Maysa Leão, os documentos foram apresentados pelo prefeito a apenas 16 dias do fim da CPI. Além disso, ela considera o possível direcionamento licitatório um fato novo, fora do escopo da investigação atual. Ou seja, o objeto é o contrato entre a Prefeitura e a CS Mobi.
“Faltando 16 dias, o senhor chega com uma grande caixa, num grande espetáculo. São milhares de soluções, o que é impossível”, declarou a vereadora. No entanto, ela ressaltou que o Executivo, liderado por Abilio, tem o poder de negociar diretamente as cláusulas contratuais.
Esclarecimentos sobre a receita do rotativo
Maysa Leão esclareceu que a arrecadação do estacionamento rotativo será da Prefeitura de Cuiabá após a conclusão do Mercado Municipal. Assim, o dinheiro do rotativo já é arrecadado pelo Município, que também paga uma contrapartida progressiva, iniciando em R$ 654 mil e podendo chegar a R$ 1,94 milhão.
Para exemplificar, ela citou os estacionamentos dos shoppings centers. Consequentemente, a vereadora defende que já passou da hora de Abilio dialogar com a CS Mobi para acordar contrapartidas mais favoráveis ao município, como a cessão de um andar do Mercado Municipal.
“Passou da hora de sentar e conversar no gabinete, olhar para Cuiabá, pensar no futuro, desenhar aquilo que é equilibrado e viável”, concluiu Maysa Leão, frisando que a decisão final cabe ao Executivo.
Abilio Brunini compareceu à oitiva com um farto material, levantando suspeitas sobre os trâmites firmados pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro. Ademais, ele garantiu que a CPI da CS Mobi não “terminará em pizza”.
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