Divino Tserewahú em Gramado: filme Xavante em disputa

Divino Tserewahú em Gramado: retrato do cineasta xavante e da preservação de tradições
Divino Tserewahú aparece como foco narrativo, evidenciando o diálogo entre gerações pela via do cinema.
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O documentário mato-grossense “Divino: Sua alma, sua lente”, sobre a trajetória do cineasta indígena xavante Divino Tserewahú, foi selecionado para disputar o Kikito de Melhor Curta-Metragem Brasileiro no Festival de Cinema de Gramado. Além disso, o filme foi gravado a partir de registros da Terra Indígena Sangradouro, em General Carneiro. Divino Tserewahú inspira jovens cineastas ao mostrar como a sensibilidade de registrar a vida Xavante pode abrir espaço para o diálogo entre gerações. A produção traz imagens cuidadosas, entrevistas com membros da comunidade e registros de rituais que ajudam a compreender o cotidiano, as crenças e as práticas que moldam a identidade local.

O longa demonstra como o audiovisual pode preservar tradições, fortalecer identidades e facilitar a transmissão de conhecimentos entre gerações. A produção foi contemplada pelo edital de fomento audiovisual da Lei Paulo Gustavo (LC 195/2022) e realizada em parceria com o Núcleo de Produção Digital (NPD) da UFMT, Campus Universitário do Araguaia (UFMT/CUA). A direção é de Gilson Costta e Clea Torres, com codireção de um cineasta xavante, o que reforça uma visão colaborativa entre comunidades e equipes técnicas. O projeto também destaca a importância de espaços de formação para jovens comunicadores indígenas, incentivando novas vozes a se manifestarem com autonomia.

Gravação na Terra Indígena Sangradouro, General Carneiro; Apoio da Lei Paulo Gustavo; Parcerias com o NPD/UFMT/CUA

Divino Tserewahú no Gramado

Portanto, o documentário posiciona Divino Tserewahú como figura central na narrativa, destacando o papel do cinema na preservação de tradições. O projeto retorna a Gramado para disputar o Kikito, ampliando o alcance regional e fortalecendo a presença da cultura Xavante no circuito nacional. Além disso, o filme contribui para um debate mais amplo sobre diversidade e representatividade no cinema brasileiro, inspirando outras comunidades a contar suas próprias histórias. Saiba mais em Portal 163.

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