Disfarce de primos testemunha revela detalhes

Disfarce de primos: testemunha em Cuiabá revela detalhes do caso Roberto Zampieri
Disfarce de primos durante a hospedagem no Alvorada: cena que envolve arma oculta e o início do júri.
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

Disfarce de primos marcou a apresentação de uma das testemunhas no Tribunal do Júri do caso Roberto Zampieri, onde o executor confesso, Antônio Gomes da Silva, e o acusado de intermediar o crime, Hedilerson Fialho Martins Barbosa, se apresentaram durante a hospedagem como primos, configurando um disfarce de primos, em um hotel no bairro Alvorada, em Cuiabá, dias antes do assassinato do advogado. A narrativa reforça como a área criminal buscou desvendar elementos de ocultação de identidade e a logística do encontro.

Além disso, Lucilene Gonçalves da Silva, proprietária do estabelecimento à época, afirmou em depoimento ao promotor de Justiça Samuel Frungilo que reconheceu Hedilerson como esse homem. Antônio alegou que a mulher que o acompanhava era sua esposa e que ela seria internada em hospital psiquiátrico da Capital. O depoimento da testemunha-chave reiterou que houve uma tentativa de ocultar a identidade durante a hospedagem, e a defesa contestou as versões, sugerindo ambiguidades sobre quem acompanhava quem e em que momento as ações ocorreram.

disfarce de primos

Ao ser questionada, a testemunha relatou que Antônio foi visto deixando o hotel com uma ecobag e uma sacola preta; dentro da bolsa, havia um objeto semelhante a uma bengala. No entanto, Lucilene afirmou que ele não utilizava bengala nas dependências do hotel, nem mancava, e pediu que as imagens do DVR fossem conferidas. A perícia confirmou que as evidências visuais apontavam para comportamentos que precisavam de verificação detalhada pelas autoridades.

Para a investigação, a bolsa com a suposta bengala, na verdade, continha uma arma. A descoberta levou os investigadores a traçar ligações entre o financiamento do crime, a cadeia de custódia dos itens apreendidos e a cronologia das ações dos envolvidos.

Sobre o dia do assassinato, em dezembro de 2023, a testemunha não se recorda se Antônio e Hedilerson deixaram o hotel juntos ou se retornaram usando roupas diferentes. O tempo de deslocamento entre o hotel e o escritório foi objeto de escrutínio pela defesa, que destacou inconsistências na narrativa apresentada durante o depoimento.

O júri popular começou na manhã desta terça-feira (28) no Fórum de Cuiabá, com a expectativa de término apenas na quarta-feira (29). O ambiente no plenário refletiu tensão entre as partes e curiosidade pública sobre o desfecho do caso.

O Ministério Público julga Antônio Gomes da Silva como autor dos disparos; Hedilerson Fialho Martins Barbosa é acusado de intermediar o crime e fornecer a arma; e o coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é denunciado como financiador da execução. Zampieri foi morto a tiros em dezembro de 2023, em frente ao escritório onde trabalhava, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Segundo o Ministério Público, o homicídio teria motivação por uma disputa envolvendo a Fazenda Lagoa Azul, em Paranatinga, avaliada em R$ 100 milhões.

O caso ganhou repercussão nacional após a análise do celular da vítima revelar indícios de um suposto esquema de venda de decisões judiciais, dando origem a investigações da Polícia Federal e ao afastamento de magistrados. Para mais informações, acesse Portal163 ou visite Portal 163.

  • Disfarce de primos durante a hospedagem no Alvorada
  • Arma escondida na bolsa recebida pela bengala
  • Início do júri popular no Fórum de Cuiabá
Compartilhe :

Veja mais