Direcionamento Licitatório CPI: Maysa critica dossiê de Abilio

Vereadora Maysa Leão aponta questionamentos sobre direcionamento licitatório em CPI.
Vereadora Maysa Leão questiona o prefeito sobre a entrega de dossiê e o direcionamento licitatório na CPI.
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A vereadora Maysa Leão (Republicanos) criticou veementemente a entrega de um dossiê pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), durante a sessão da CPI da CS Mobi nessa quarta-feira (24). Ela classificou o ato como um verdadeiro espetáculo do prefeito, que foi ouvido a pedido.

Direcionamento licitatório CPI: O prefeito apresentou um dossiê contra o contrato de Parceria Público-Privada (PPP) de 30 anos, levantando suspeitas de possível direcionamento licitatório. Este contrato envolve a revitalização do Centro Histórico e a reconstrução e gerenciamento do Mercado Municipal Miguel Sutil, como contrapartidas pela implementação do estacionamento rotativo.

No entanto, Maysa Leão apontou que os documentos foram entregues pelo prefeito a apenas 16 dias do fim da CPI. Assim, considera que a alegação de direcionamento licitatório é um fato novo, que foge ao escopo da investigação atual, cujo foco é o contrato entre a Prefeitura de Cuiabá e a CS Mobi.

“Eu falei isso para ele, eu falei: prefeito, 224 dias depois o senhor chega com uma grande caixa, que poderia ter sido apresentada para nós previamente, num grande espetáculo”, declarou a vereadora nesta quinta-feira (25). Ela enfatizou que diante do pouco tempo restante, apresentar milhares de soluções é impossível. Portanto, questionou o poder executivo sobre a responsabilidade das decisões.

Ademais, a parlamentar esclareceu que a arrecadação do estacionamento será da Prefeitura de Cuiabá após a conclusão do Mercado Municipal. O dinheiro do estacionamento rotativo, conforme Maysa Leão, já é arrecadado pelo Município, que paga uma contrapartida.

A contrapartida, segundo o contrato, é progressiva, iniciando em R$ 654 mil mensais e podendo chegar a R$ 1,94 milhão. Se houver 3 mil vagas de estacionamento na cidade, isso subsidia quase o valor máximo da contrapartida. Ao final, a exploração do estacionamento pertencerá à Prefeitura, como ocorre nos shoppings centers da Capital.

Momento de diálogo e negociação

Para Maysa Leão, já passou da hora de o prefeito Abilio Brunini dialogar com a CS Mobi e acordar contrapartidas mais benéficas para o município. Ela citou como exemplo a disposição da empresa em ceder um andar do Mercado Municipal para uso exclusivo da Prefeitura, o que demonstra um caminho para negociações.

“Passou da hora de sentar e conversar no gabinete, olhar para Cuiabá, pensar no futuro, desenhar aquilo que é equilibrado e viável e passar para população”, defendeu a vereadora. Ela concluiu que o prefeito, que gosta de interagir com o público em caixas de perguntas, deve agora tomar a decisão que cabe ao Executivo.

Abilio Brunini compareceu à oitiva com um extenso volume de documentos referentes à fase pré-contratual. Ele levantou suspeitas sobre os trâmites firmados pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD). Além disso, o prefeito garantiu em entrevista que a CPI da CS Mobi não “terminará em pizza”. Para mais informações sobre política regional, acesse nosso portal.

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