Dinheiro Banco Master: PF acha pilhas em casa de ex-sócio
A Polícia Federal apreendeu pilhas de dinheiro na residência de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, durante a Operação Compliance Zero em São Paulo. A descoberta ocorreu nesta terça-feira (18/11), como parte de uma investigação sobre um suposto esquema de criação e negociação de títulos de crédito sem lastro.
Augusto Lima e o esquema
Augusto Lima é um dos alvos da operação. Ele é acusado de atuar na estrutura do banco, participando de manobras internas para ocultar irregularidades detectadas pelo Banco Central. Sua residência se tornou um ponto chave nas investigações. Portanto, a operação já resultou em seis prisões, quatro preventivas e duas temporárias. O montante total em espécie recolhido até o momento é de cerca de R$ 1,6 milhão.
Além disso, foram bloqueados R$ 12,2 bilhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao esquema. Carros de luxo, obras de arte e relógios de alto padrão também foram recolhidos, demonstrando a grandiosidade do caso.
Liquidação extrajudicial do Banco Master
A deflagração da operação coincidiu com o dia em que o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. Consequentemente, a instituição foi retirada do sistema financeiro, e seus bens serão vendidos para pagar credores. Dessa forma, o conglomerado de Daniel Vorcaro, um dos envolvidos, possuía R$ 86,3 bilhões em ativos. Isso representa o maior volume já envolvido em um processo de liquidação na história do sistema financeiro brasileiro.
Inclusive, o banqueiro Daniel Vorcaro foi preso ao tentar embarcar em um jatinho no Aeroporto de Guarulhos. A Polícia Federal investiga se ele tentava fugir do país para escapar das consequências de suas ações.
Esquema de títulos sem lastro
A investigação, iniciada em 2024 a pedido do Ministério Público Federal, partiu de indícios do Banco Central. Especificamente, o Master teria fabricado carteiras de crédito “inexistentes” e vendido esses títulos a outra instituição. Em resumo, era um ciclo de fraude.
Quando a fraude começou a ser detectada, os papéis foram substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada, numa tentativa de encobrir o rombo. Portanto, a PF apura crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Curiosamente, a operação ocorreu menos de 24 horas após a Fictor Holding Financeira anunciar a compra do Banco Master. Porém, com a liquidação extrajudicial, qualquer negociação envolvendo o banco está suspensa. Saiba mais sobre os desdobramentos em nosso portal.










