Desvios na Metamat: PF bloqueia R$ 22 milhões e apreende passaportes

Representação gráfica de documentos e valores, simbolizando desvios na Metamat investigados pela polícia.
Investigação policial aponta desvios expressivos na Metamat, com bloqueio de vultosos valores e apreensão de passaportes.
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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a segunda fase da Operação Poço Sem Fundo, para investigar um esquema de desvios na Metamat. Nesta quarta-feira (10.9), foram cumpridos 13 mandados, incluindo busca e apreensão, sequestro de oito imóveis e bloqueio de R$ 22 milhões. A ação visa coibir fraudes em contratos de perfuração de poços artesianos.

Medidas cautelares contra esquema de desvios na Metamat

Das medidas cautelares diversas da prisão, destacam-se a proibição de acesso às dependências da Metamat e de contato com investigados. Além disso, houve a entrega de passaporte e proibição de ausentar-se da Comarca sem autorização. O comparecimento mensal em juízo é obrigatório.

A investigação, coordenada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR), começou após denúncia do Governo de Mato Grosso. Identificou-se um grupo criminoso instalado na Metamat desde 2020, visando fraudar contratos de poços artesianos. A apuração busca trazer clareza aos recursos públicos.

Três auditorias da Controladoria Geral do Estado (CGE) apontaram um prejuízo superior a R$ 22 milhões em desvios na Metamat. Esses valores foram identificados entre os anos de 2021 e 2023, evidenciando a gravidade dos desvios. A operação busca recuperar os valores.

A segunda fase da Operação Poço Sem Fundo baseia-se em informações e documentos apreendidos na primeira fase, deflagrada em maio deste ano. Todo o material será analisado para embasar novas diligências. O inquérito apura crimes como peculato e lavagem de dinheiro.

Primeira fase revelou irregularidades em contratos

Deflagrada em 8 de maio, a primeira fase cumpriu 226 ordens judiciais contra seis empresas e 24 pessoas físicas. Servidores e empresários foram alvo de medidas. A ação inicial já demonstrava a amplitude da investigação.

A principal medida judicial foi a suspensão de pagamentos pelo Estado às empresas investigadas. Elas também estão proibidas de contratar com o Poder Público Estadual. Servidores da Metamat foram afastados de suas funções.

A pedido da Polícia Civil, o Judiciário proibiu o Estado de nomear ou contratar os investigados para cargos na administração pública. Busca-se evitar a continuidade das práticas ilícitas. A integridade do setor público é fundamental.

Esquema planejava desviar recursos para poços

As investigações apontaram que servidores e empresários formaram uma associação criminosa para desviar valores em contratos entre 2020 e 2023. O objetivo era promover o abastecimento de água em comunidades rurais. As auditorias revelaram inúmeras irregularidades.

Foram identificados poços inexistentes, sem condições de armazenamento ou perfurados em locais inadequados, como propriedades particulares e garimpos. Moradores improvisavam formas rudimentares de acesso à água. A falta de fiscalização adequada contribuiu para o problema.

As auditorias da CGE identificaram falhas na execução e fiscalização das obras, resultando no pagamento por poços secos ou improdutivos. O prejuízo aos cofres públicos ultrapassa os R$ 22 milhões. Mais informações podem ser encontradas em nosso portal: Operação Poço Sem Fundo.

O Judiciário determinou auditorias adicionais para identificar o prejuízo em cada contrato. Apura-se o direcionamento das contratações. O nome da operação, “Poço Sem Fundo”, faz alusão ao jargão popular de “buraco sem fundo”, refletindo a evasão de recursos públicos.

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