O delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Frederico Murta, manifestou forte repúdio à PEC da Blindagem nas redes sociais. A proposta visava blindar deputados federais e senadores contra investigações e processos, o que, para Murta, representa uma traição à confiança popular.
Delegado detona PEC da Blindagem: um erro de coerência
Murta, que chefia a Core-MT, desconsiderou a justificativa de que a PEC seria para conter o STF. Ele argumentou que a aprovação do texto na Câmara simbolizou a quebra de confiança dos eleitores brasileiros. Portanto, ele considera a PEC da Blindagem um grave equívoco.
“Vender a confiança de cada voto para blindar um bando de cretino que só quer ainda mais liberdade para roubar? Que decepção. Eu sou de direita, só não sou idiota. Isso não é uma questão de direita ou esquerda, é uma questão de coerência”, declarou o delegado.
Na prática, a medida exigiria aval do Congresso para abrir processos criminais, incluindo crimes graves, com proteção de voto secreto. Assim, Murta alertou que seria um salvo-conduto para a criminalidade.
Ademais, o agravante é que, logo após a aprovação, a Câmara agiu rapidamente com o PL da Anistia. Este PL poderia beneficiar envolvidos no ataque de 8 de janeiro de 2023. Contudo, Murta vê isso como um jogo político para desviar o foco.
Ele questionou se essa era a expectativa dos eleitores em relação aos seus representantes. Caso a intenção fosse apenas conter abusos do STF, havia outras vias. Por exemplo, uma PEC focada apenas nisso seria mais coerente. Murta surge como potencial candidato em 2026, podendo agregar sua visão crítica em https://portal163.com.br/.
Em conclusão, a crítica à PEC da Blindagem reflete uma preocupação com a integridade e a confiança no sistema político, independentemente de espectros ideológicos.









