A vereadora Gisa Barros (PSB) criticou duramente a fala do governador Mauro Mendes (União Brasil) na Câmara de Várzea Grande. Portanto, ela ressaltou a importância da delegacia da mulher 24h, desmistificando a ideia de que o acesso é simples e que a estrutura atual é suficiente.
Violência contra a mulher: um abismo, não uma ponte
Barros classificou a declaração do governador como “indignante”, argumentando que a violência contra a mulher representa um abismo a ser fechado pelo Estado. Ademais, a delegacia da mulher 24h é uma exigência legal federal com potencial para salvar vidas.
A parlamentar relatou ter encontrado o prédio da delegacia fechado no último sábado. Frequentemente, gritos são ouvidos de madrugada, justamente quando mulheres mais necessitam de proteção, o que evidencia a urgência do atendimento integral e sem horários restritos.
Demandas antigas por estrutura e atendimento contínuo
Gisa Barros há anos cobra o pleno funcionamento da delegacia da mulher 24h em Várzea Grande. No entanto, a falta de estrutura mínima para acolher vítimas é alarmante e perpetua o ciclo de violência.
Nem mesmo a Patrulha Maria da Penha opera após as 18 horas. Assim, é vergonhoso para uma vítima, muitas vezes com lesões visíveis, não encontrar amparo imediato, uma vez que isso não é gasto, mas um investimento essencial na segurança e dignidade feminina.
Mato Grosso em foco: números alarmantes e cobrança por ação efetiva
Além disso, 39 mulheres foram assassinadas no estado este ano, um dado chocante. Mato Grosso lidera, pelo segundo ano consecutivo, os índices de violência contra a mulher no país, apesar de ser o estado mais rico da federação, o que demonstra uma grave falha nas políticas públicas.
Portanto, a vereadora lembrou que mulheres representam 52% do eleitorado de Várzea Grande. Em suma, ela pediu que a população feminina não esqueça declarações que minimizam sua dor e suas urgências.
É fácil falar de dores que não se sente, observou. A fala sobre “atravessar a ponte” foi dolorosa para todas as mulheres, especialmente para aquelas que não têm sequer recursos básicos, como dinheiro para um ônibus para chegar a um local seguro.
Para mais informações sobre políticas de segurança e direitos das mulheres, confira nossos artigos no portal. Para acesso rápido, clique aqui.










