Comando C4 no júri
Durante o depoimento do delegado Nilson Farias, da DHPP de Cuiabá, no júri popular de três réus pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri, a advogada Sara Quinetti defendeu o coronel do Exército Etevaldo Caçadini ao pedir que o promotor Vinícius Gahyva não formulasse perguntas sobre o chamado Comando C4. Portanto, o tema não deveria entrar no julgamento.
Quinetti informou que o Comando C4 é objeto de apuração da Polícia Federal, sob a supervisão do STF, e que a defesa não reconhece relação entre esse tema e o crime julgado no júri. Além disso, ela ressaltou que a entrada de perguntas sobre a suposta organização clandestina não foi aceita por já ter divergência com o objeto do processo.
No entanto, a advogada manteve que, caso o assunto venha a ser tratado no júri, o retorno do advogado ao Tribunal do Júri seria necessário, e disse estar disposta a debater o tema por até uma semana.
O promotor Samuel Frungilo, representante do Ministério Público no Tribunal do Júri, alertou que o processo relacionado ao Comando C4 teve o sigilo retirado. Além disso, Vinícius Gahyva fez apenas uma pergunta ao delegado após a interpelação da defesa.
A pergunta do delegado tratou de anotações encontradas com Etevaldo Caçadini indicando que ele atuaria com um “escritório do crime” para assassinatos. O delegado confirmou a existência das anotações, e o júri continua transmitido ao vivo; ASSISTA ao vivo no Portal 163.
Neste cenário, especialistas apontam que o tema pode reabrir debates sobre limites entre segurança nacional, operações clandestinas e o direito de defesa, sem que haja confirmação de participação direta do referido grupo. Para quem acompanha o caso, é essencial acompanhar as atualizações oficiais, como indicado em Caso Zampieri Cuiabá: justiça e investigações.








