A defasagem salarial servidores MT é alarmante, com servidores públicos estaduais amargando perdas de quase 20%. A deputada estadual Janaina Riva (MDB) cobra ações urgentes do governo para recompor os rendimentos. Afinal, o poder de compra da categoria está sendo corroído.
Defasagem Salarial Servidores MT: Estudo Revela Prejuízo
Um estudo minucioso, conduzido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP-MT), aponta uma defasagem salarial de 18,87% pelo índice INPC/IBGE e 19,52% pelo IPCA/IBGE. Esses dados foram apresentados aos deputados da comissão técnica da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A análise, portanto, evidencia uma perda considerável acumulada entre 2017 e 2025. Conforme o levantamento, a inflação acumulada foi de 57,18% (INPC) e 58,03% (IPCA).
No entanto, os reajustes salariais concedidos pelo Estado somaram apenas 32,22%. Em diversos anos, como 2018, 2019 e 2021, a Revisão Geral Anual (RGA) foi de zero. Por outro lado, nos demais anos, os percentuais ficaram aquém da inflação, prejudicando o poder de compra. Janaina Riva ressaltou a urgência em duas frentes: recompor os percentuais acumulados e ressarcir valores retroativos.
“Esse estudo evidencia, com dados técnicos, aquilo que nós já suspeitávamos: o servidor de Mato Grosso está acumulando um prejuízo de quase 20% em cima do seu salário”, declarou. “Esse percentual, pago de uma vez só, não recompensa o que foi perdido ao longo dos anos”, complementou a deputada. Dessa forma, a luta por uma reposição justa se intensifica. A defasagem salarial servidores MT acentuou-se com a Lei Complementar estadual nº 654/2020, que elevou a contribuição previdenciária. Além disso, a Lei Complementar federal nº 173/2020 congelou reajustes até dezembro de 2021, agravando as perdas.
O relatório também aponta que o Estado manteve folga no limite de gastos com pessoal. No primeiro quadrimestre de 2025, o Poder Executivo comprometeu 37,78% da Receita Corrente Líquida com a folha de pagamento. Portanto, havia margem para reajustes sem infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo a parlamentar, a ausência de correção inflacionária contribuiu para o endividamento dos servidores. “O resultado disso tudo foi que eles se endividaram e buscaram empréstimos para manter despesas básicas”, lamentou. Isso demonstra o impacto direto da defasagem salarial servidores MT na vida das famílias.
Mesmo durante a pandemia, a arrecadação estadual apresentou crescimento. Entre 2015 e 2024, a Receita Corrente Líquida cresceu, em média, 12% ao ano. Em contrapartida, a Despesa Total de Pessoal expandiu apenas 9%. Esse cenário, portanto, reforça a tese de que havia recursos para a reposição salarial. A FESSP-MT corrobora que os números desconstroem o argumento de falta de recursos. Assim, reforça-se a necessidade de uma política que cumpra a Revisão Geral Anual.
O Dieese conclui que o governo estadual priorizou o ajuste fiscal em detrimento da valorização do servidor. A deputada defendeu que o tema seja prioridade na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). “O servidor público é peça fundamental no funcionamento do Estado”, salientou. Investir nele é investir na qualidade do atendimento à população. Para mais informações sobre políticas públicas em Mato Grosso, acesse portal163.com.br/politica/. Ela lembrou, ainda, a proposta de uma mesa técnica de negociação permanente. O objetivo é definir o índice de recomposição, evitando arbitrariedades.
“A mesa dá voz ativa ao servidor e traz mais transparência”, concluiu. Os dados serão apresentados aos demais deputados na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (13), às 14h. Dessa forma, a discussão sobre a defasagem salarial servidores MT ganha força. Recentemente, o governador criticou a PEC da RGA, indicando desafios nas negociações salariais.










