O ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), rejeitou o recurso da defesa e manteve Sebastião Lauze Queiroz de Amorim, de 58 anos, preso em regime fechado. Conhecido como Dandão operador financeiro do Comando Vermelho, ele atuava em Cuiabá.
Sebastião foi preso em 7 de agosto de 2025, alvo de inquérito por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Polícia Civil, por meio da Operação Ludus Sordidus, afirma que ele comandava esquemas de apostas ilegais, como Gol Bet e Campeão Bet, usados para movimentar dinheiro do crime e lavar patrimônio por meio de empresas de fachada e laranjas.
Dandão operador financeiro
- Investigação aponta ligações com apostas ilegais Gol Bet e Campeão Bet.
- Indícios de atividades financeiras ilegais e lavagem de capitais por meio de empresas de fachada.
Em 21 de agosto de 2025, a Justiça concedeu prisão domiciliar por cardiopatia grave. Além disso, o benefício durou pouco e, já no dia 5 de setembro, a domiciliar foi revogada após novos relatórios apontarem que a casa do réu tornou-se base de articulação criminosa.
Segundo documentos do MP e da Polícia Civil, no endereço eram discutidos recrutamento de adolescentes e planos de retaliação contra policiais, após a morte do irmão dele em confronto com a PM. Além disso, para o TJ, o benefício da prisão domiciliar vinha sendo usado de forma indevida, não para resguardar a saúde, mas como instrumento de incitação e planejamento de ataques a agentes de segurança.
Os advogados recorreram ao STJ, alegando ilegalidade por falta de oitiva prévia e a necessidade de tratamento cardíaco fora da cadeia. No entanto, o ministro Paciornik afastou esses pontos.
Ele destacou que o CPP autoriza a revogação imediata da medida quando há urgência e risco à ordem pública. Além disso, sobre a saúde, o STJ acolheu laudo da Secretaria de Estado de Justiça informando que o sistema prisional tem estrutura para atendimento, inclusive em emergências cardíacas. O voto ainda apontou que a existência de aparato estatal compatível com o tratamento necessário afasta a necessidade de custódia domiciliar.
Com a decisão, Sebastião segue detido. O tribunal entendeu que medidas cautelares alternativas não seriam suficientes para impedir a continuidade das atividades criminosas e para preservar a ordem pública. O processo volta para a 1ª instância em Mato Grosso, onde deve seguir para instrução e julgamento.
Neste desdobramento, a Operação Ludus Sordidus foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso (PC-MT) para desarticular uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas, apostas ilegais, estelionato e lavagem de capitais na região metropolitana de Cuiabá. Portanto, Sebastião Lauze era apontado como líder de uma estrutura que utiliza o futebol amador como fachada.
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