A CST Projeto Panga da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) apresentou, nesta segunda-feira (29), o relatório final dos estudos sobre a viabilidade do cultivo de panga em Mato Grosso. O documento, portanto, servirá de base para um projeto de lei que será protocolado na sessão ordinária da próxima quarta-feira (1º) pelo deputado Gilberto Cattani (PL), com pedido de urgência para tramitação.
Viabilidade do cultivo de panga em Mato Grosso comprovada
O relatório, apresentado pelo presidente da CST, Darci Fornari, mostra que o panga é uma espécie originária do Vietnã, já consolidada mundialmente e em expansão no Brasil. Em Mato Grosso, o estudo avaliou a viabilidade produtiva, econômica, social e ambiental da espécie, apontando que o peixe é técnica e ambientalmente viável, com grande potencial econômico.
Entre os aspectos produtivos, o relatório destaca o rápido crescimento do panga, atingindo 1,2 kg em menos de um ano. Além disso, o rendimento de filé acima de 40% sem espinha e custos até 30% inferiores à tilápia são pontos fortes. O manejo simplificado também favorece pequenos produtores, portanto, tornando o cultivo de panga em Mato Grosso ainda mais atrativo.
No campo econômico, a espécie representa uma oportunidade para substituir importações, que hoje somam entre 40 mil e 70 mil toneladas/ano. Além disso, pode ampliar a oferta de proteína acessível e abrir possibilidade de exportações. Consequentemente, o cultivo de panga em Mato Grosso pode gerar agregação de valor localmente.
Ambientalmente, o estudo concluiu que o cultivo apresenta baixo risco quando manejado em sistemas licenciados. Socialmente, pode ser uma alternativa inclusiva para a agricultura familiar, com licenciamento simplificado e acesso a crédito. Saiba mais sobre outras iniciativas no portal: Portal 163.
O deputado Gilberto Cattani (PL) ressaltou a importância do relatório como embasamento técnico e científico para a regulamentação da espécie. “A CST comprovou que essa atividade é viável e ambientalmente correta”, afirmou.
“Se a tilápia pode, não há razão para o panga não ser regulamentado. O relatório dá respaldo jurídico e científico para avançarmos com segurança”, defendeu o parlamentar. Ele informou que apresentará um projeto de lei com pedido de urgência para garantir que a proposta seja votada ainda este ano, visando a sanção e regulamentação até o final de 2025.
O deputado Eduardo Botelho (União) reforçou a relevância da piscicultura como alternativa para pequenos agricultores. “Precisamos valorizar e incentivar a piscicultura como fonte de renda e inclusão da agricultura familiar”, disse.
Já o presidente da CST, Darci Fornari, destacou que Mato Grosso tem potencial para repetir o modelo de sucesso já implantado no Paraná. “Queremos trazer essa experiência para Mato Grosso”, enfatizou.
Desafios e Oportunidades do Cultivo de Panga
O relatório também aponta desafios, como a necessidade de superar barreiras jurídicas anteriores e garantir segurança legal. Em conclusão, a CST entende que o panga representa uma oportunidade de diversificação da piscicultura mato-grossense, capaz de gerar inclusão socioeconômica e competitividade internacional.










