Em uma decisão firme, o Tribunal do Júri de Rondonópolis, localizado a 220 km de Cuiabá, condenou Marcelo Lourenço da Silva e Wesley Musquim de Sousa a 118 anos e 6 meses de prisão cada, somando 237 anos de reclusão, por crimes de três homicídios triplamente qualificados, tortura, sequestro e cárcere privado qualificado contra 14 vítimas, além de integração a organização criminosa armada.
Segundo a sentença, a dupla participou diretamente da série de crimes, que incluiu o sequestro de 14 pessoas submetidas a intenso sofrimento físico e psicológico com o propósito de obtenção de informações.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) foi representado pelos promotores Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque – do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri).
Organização criminosa armada
- Os réus integravam uma estrutura criminosa organizada e armada, responsável por capturar, torturar e executar pessoas como forma de controle territorial e intimidação.
- Esse tipo de atuação afeta diretamente a segurança da comunidade e afronta o Estado Democrático de Direito, exigindo atuação rigorosa do Ministério Público e das instituições de justiça.
Três vítimas, sendo elas: Antônio José dos Santos Filho, Rennan do Nascimento Barreto e Talison Ferreira da Silva, foram brutalmente assassinadas. O Conselho de Sentença reconheceu, em todos os casos, as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Para cada um dos três homicídios, os réus receberam 30 anos de prisão. Além disso, foram condenados a 10 anos e 6 meses por integrar organização criminosa armada e a outras duas penas em concurso formal: 10 anos e 6 meses por sequestro e cárcere privado qualificado e 7 anos e 6 meses por tortura, ambos referentes às 14 vítimas submetidas aos delitos.
A soma das penas, em concurso material, resultou nos 118 anos e 6 meses aplicados a cada um. Isso reforça a importância de punir crimes violentos em Mato Grosso, garantindo que autores de crimes tão graves não voltem a colocar a sociedade em risco.
As investigações revelaram que Marcelo e Wesley integravam a estrutura da facção envolvida e atuaram no planejamento e execução das ações criminosas. A denúncia inicial abrange sete investigados, e os demais acusados seguem respondendo em processos separados decorrentes do desmembramento.
Segundo o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso, crimes como esses não podem ser tolerados em nossa sociedade, e a pena aplicada é essencial para garantir que autores de crimes tão graves não voltem a colocar a sociedade em risco.
Para mais informações sobre o caso, você pode acessar o seguinte link: Crimes violentos no MT são um risco real para a sociedade.
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