CPMI Vaza Toga STF: Senador de MT assina pedido para investigar Corte

Fachada do STF com destaque para a balança da justiça, representando a CPMI Vaza Toga STF.
Fachada do Supremo Tribunal Federal, palco de debates sobre a CPMI Vaza Toga.
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) confirmou sua assinatura no pedido de instalação da CPMI Vaza Toga STF. Portanto, a comissão visa investigar ministros, servidores do Judiciário e membros do Ministério Público. As denúncias partem do perito Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes.

CPMI Vaza Toga STF: O que apura?

Tagliaferro alega que auxiliares do STF e do TSE teriam trocado mensagens fora dos ritos processuais. Em suma, isso ocorreu em inquéritos contra políticos e militantes de direita. Ele ainda afirma que uma força-tarefa secreta ligada a Moraes atuou nas cortes, especialmente após os atos de 8 de janeiro de 2023.

O episódio, conhecido como escândalo da “Vaza Toga”, trouxe à tona documentos apresentados pelo perito. De acordo com ele, Alexandre de Moraes teria solicitado uma operação da Polícia Federal e, posteriormente, um relatório retroativo para justificar a ação. Por exemplo, isso teria acontecido após uma reportagem do portal Metrópoles sobre operações contra empresários apoiadores de Jair Bolsonaro.

Para Wellington Fagundes, a CPMI cumpre um papel essencial de fiscalização. “Vivemos num Estado Democrático de Direito que depende de instituições fortes, transparentes e responsáveis”, declarou. “Quando surgem indícios de condutas administrativas questionáveis, cabe ao Congresso exercer sua função de controle.”

Ademais, sua assinatura na comissão não é contra o Judiciário, mas a favor da transparência e do devido processo legal. “Em suma, é em defesa da cidadania”, ressaltou o senador.

Paralelamente à CPMI Vaza Toga STF, o Senado discute a criação de uma CPI restrita à Casa, proposta pelo senador Esperidião Amin (PP-SC). Este requerimento, que já conta com 29 assinaturas, prevê a investigação de atos administrativos do STF e do TSE entre 2018 e 2025.

No entanto, Wellington Fagundes já havia subscrito o pedido de impeachment contra Moraes. Infelizmente, o documento, apesar de ter as assinaturas necessárias, segue sem avançar no Senado. Isso se deve a uma decisão do presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre. Mais notícias da região estão disponíveis em portal163.com.br.

Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real. (CLIQUE AQUI)

Compartilhe :

Veja mais