CPI usina Colíder: Diego Guimarães articula investigação de falhas

Imagem da estrutura da usina de Colíder, com foco nos detalhes de engenharia. CPI usina Colíder investiga.
Investigação da CPI sobre falhas na estrutura da usina de Colíder busca apurar responsabilidades e danos.
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O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) confirmou, nesta quinta-feira (18), a obtenção de assinaturas suficientes para instalar a CPI usina Colíder. Consequentemente, a Comissão Parlamentar de Inquérito irá apurar as falhas estruturais na usina hidrelétrica do município.

Coleta de Apoio e Instalação da Comissão

Diego Guimarães, propositor da comissão, angariou o apoio de onze deputados para a instalação da CPI usina Colíder. Entre os apoiadores estão: Beto Dois a Um (PSB), Eduardo Botelho (União), Gilberto Cattani (PL), Dr. João (MDB), Edna Sampaio (PT), Lúdio Cabral (PT), Max Russi (PSB), Valmir Moretto (Republicanos), Paulo Araújo (PP), Thiago Silva (MDB) e Wilson Santos (PSD). A coleta de assinaturas continua até a próxima sessão parlamentar, marcada para quarta-feira (24), quando a comissão deve ser oficialmente instaurada.

A mobilização teve início após as empresas Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras) e Companhia Paranaense de Energia (COPEL) identificarem falha funcional em 4 dos 70 drenos da barragem. Em decorrência disso, o reservatório artificial, conhecido como “lago”, foi rebaixado.

Danos Ambientais e Econômicos

Essa medida preventiva resultou na secagem de áreas antes preenchidas pelo Rio Teles Pires. Tal cenário provocou danos ambientais e econômicos significativos, avaliados em R$100 milhões pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). A CPI usina Colíder tem como objetivo apurar as responsabilidades e buscar reparação.

“Temos a assinatura de doze deputados para instalar uma CPI na Assembleia Legislativa”, declarou Diego. “Estamos em uma audiência pública coletando dados, e o que for coletado servirá de instrumento para uma investigação profunda, em conjunto com o MPMT”, explicou. A investigação abrangerá a necessidade do rebaixamento, possíveis falhas na construção e o modelo de indenização aos afetados.

Adicionalmente, o deputado enfatizou a importância da reparação do dano ambiental. “Aos representantes da COPEL e Eletrobras: vocês são os responsáveis”, afirmou. “Quando Mato Grosso autorizou essa obra, confiou a vocês o Rio Teles Pires, um dos maiores patrimônios do nosso Estado.”

Reparação e Sustentabilidade em Foco

A comissão pretende promover uma “reparação imediata” aos mato-grossenses que sofreram prejuízos financeiros. Além disso, busca prevenir novos danos. “A reparação do dano social, ambiental e econômico deve ser proporcional ao dano causado”, ressaltou Diego.

Ele pontuou que, durante o período de lucro com a produção de energia, a sociedade não foi consultada. “No momento do prejuízo, toda a sociedade sente. Não podemos aceitar que a sociedade assuma esse ônus. Esse prejuízo é da COPEL e Eletrobras; elas terão que arcar com isso, portanto, não podemos relaxar”, concluiu.

A reparação deve ser emergencial aos trabalhadores que estão perdendo suas fontes de renda. “Quanto tempo vamos esperar? Só poderemos medir a extensão do dano quando voltarmos à situação anterior”, finalizou o deputado. Para mais informações sobre legislação e comissões parlamentares, visite: portal163.com.br.

Por outro lado, o deputado estadual Diego Guimarães informou que a diretoria da COPEL e Eletrobras não se pronunciou sobre as causas das falhas estruturais e as soluções. “Tivemos uma reunião com o presidente da Eletrobras, e até o momento, não obtivemos uma resposta definitiva sobre o que ocasionou as falhas nos drenos, qual a solução e o prazo para a restauração”, lamentou.

Assim sendo, o parlamentar considera que a unidade hidrelétrica precisa apresentar um plano de sustentabilidade. “A sustentabilidade deve estar alinhada ao desenvolvimento econômico em todos os setores. Precisamos preservar para garantir o futuro”, encerrou.

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