O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) anunciou a instalação da CPI usina Colíder após reunir assinaturas suficientes. A audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) em Colíder, na última quinta-feira (18), serviu de palco para o anúncio.
CPI usina Colíder: apoio e próximos passos
O propositor da CPI obteve o apoio de onze colegas parlamentares. A coleta de assinaturas continua até a próxima sessão plenária, marcada para quarta-feira (24). Oficialmente, a comissão deve ser instaurada nesse dia.
A mobilização para a CPI teve início após a Eletrobras e a COPEL, responsáveis pela Usina Hidrelétrica de Colíder (UHE Colíder), constatarem falhas em quatro dos setenta drenos da barragem. Consequentemente, houve um rebaixamento do reservatório artificial, conhecido como “lago”.
Essa medida preventiva, visando evitar sobrecarga e possíveis danos ao município, resultou no ressecamento de áreas antes preenchidas pelo Rio Teles Pires. Isso causou danos ambientais e econômicos significativos, estimados em R$100 milhões pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).
“Temos a assinatura de doze deputados para instalar a CPI. Participamos da audiência pública e coletamos dados que servirão como base para uma investigação aprofundada”, declarou Guimarães. A apuração envolverá o MPMT para verificar a necessidade do rebaixamento, possíveis falhas na construção e a indenização aos afetados.
Entre os prejudicados, estão pousadas, pescadores e municípios que sofrem com a redução na arrecadação. O parlamentar enfatizou que a reparação do dano ambiental é indispensável. Segundo ele, COPEL e Eletrobras precisam ser responsabilizadas.
Mato Grosso confiou a essas empresas o cuidado com o Rio Teles Pires ao autorizar a construção. No entanto, em menos de dez anos de operação, a hidrelétrica já demonstra potencial de comprometer a barragem. Medidas corretivas serão tomadas.
Reparação e responsabilização na CPI usina Colíder
A CPI visa promover uma “reparação imediata” aos mato-grossenses prejudicados financeiramente. Além disso, busca evitar novos prejuízos à região. O deputado ressaltou que o lucro da produção de energia não foi compartilhado, mas o prejuízo afeta toda a sociedade.
Portanto, o prejuízo é responsabilidade da COPEL e Eletrobras, que deverão arcar com os custos. Guimarães também cobra uma resposta emergencial para os trabalhadores que perderam seus empregos devido à situação. A extensão completa do dano só será conhecida após o retorno à normalidade.
Apesar das cobranças da ALMT, a diretoria da COPEL e da Eletrobras não apresentou informações claras sobre as causas das falhas estruturais nem sobre as soluções. O parlamentar ainda considera que a usina deve apresentar um plano de sustentabilidade.
Ele relatou que, mesmo após reunião com o presidente da Eletrobras, Bruno Eustáquio, não houve resposta definitiva sobre a causa, a solução e o prazo para a restauração. A sustentabilidade, segundo Guimarães, deve andar de mãos dadas com o desenvolvimento econômico, preservando as riquezas naturais para as futuras gerações. A falta de clareza assusta os representantes do estado.
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