Coronel Assis critica soltura de Oruam: Justiça em xeque

Deputado Coronel Assis discursa criticando a soltura de Oruam e a justiça.
Coronel Assis questiona a soltura de Oruam, levantando debates sobre a justiça brasileira.
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Coronel Assis critica soltura de Oruam: Justiça em xeque

O deputado federal Coronel Assis (União Brasil) manifestou forte descontentamento com a soltura de Oruam, determinada pelo ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Para o parlamentar, a decisão representa uma profunda desmoralização da Justiça brasileira.

Coronel Assis detona soltura de Oruam e a fragiliza a justiça

O ex-comandante da PM de Mato Grosso criticou veementemente a decisão, argumentando que ela enfraquece o Estado diante do crime organizado. Portanto, a soltura do rapper, filho de Marcinho VP, um dos líderes de facção no Rio de Janeiro, foi classificada como uma afronta.

“Esse tal rapper, que foi preso por acusação de tráfico de drogas e tentativa de homicídio, foi, com certeza, conduzido com todas as garantias legais e restritas em nosso país”, declarou Coronel Assis em vídeo divulgado nas redes sociais. Ademais, o deputado refuta a ideia de que Oruam represente arte ou cultura.

Ele enfatiza que o artista promove desordem social e idolatra a criminalidade. Dessa forma, a cultura promovida por ele destrói valores familiares e alimenta facções criminosas. Assim, quem paga o preço é o cidadão de bem, com a sensação de que a Justiça está impotente.

Além disso, o parlamentar comparou a situação brasileira ao processo de “mexicanização” da violência. Ele se refere à dominação dos cartéis de narcotráfico no país norte-americano. Em suma, o crime não é cultura, a cultura não é crime e o crime também não é arte.

O rapper Oruam, de 25 anos, entregou-se à polícia em 22 de julho, após ter a prisão preventiva decretada por associação ao tráfico de drogas e ao Comando Vermelho (CV). No entanto, ele sempre negou participação em atividades criminosas, mesmo ostentando tatuagens em homenagem a figuras como seu pai, Marcinho VP, e seu tio, Elias Maluco. Ele ganhou notoriedade em 2022.

A defesa do artista, por meio de nota, alegou que os argumentos para a prisão eram rechaçados pela jurisprudência dos Tribunais Superiores, evidenciando a ilegalidade da medida. Por conseguinte, afirmaram que Oruam se submeterá às medidas cautelares e provará sua inocência.

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