O ex-policial militar Almir Monteiro dos Reis recebeu uma sentença severa de 37 anos de reclusão em regime fechado pela trágica morte da advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni. Portanto, a condenação ex-PM Cuiabá foi decidida nesta terça-feira (23), após um julgamento emocionante no Tribunal do Júri da Capital. Ele foi considerado culpado pelos crimes de homicídio qualificado, estupro de vulnerável e fraude processual. No entanto, o réu foi absolvido apenas da acusação de ocultar o corpo da vítima.
Condenação ex-PM Cuiabá: Detalhes do crime
O corpo de Cristiane foi encontrado dentro do carro dela, abandonado no Parque das Águas, em agosto de 2023. A magistrada Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal, proferiu a decisão. Adicionalmente, foi determinado que Almir Monteiro dos Reis permaneça preso, sem direito a recorrer em liberdade, e deverá pagar 20 dias-multa.
Conforme a investigação, Cristiane foi espancada e morta por asfixia mecânica na residência do ex-PM, no bairro Santa Amália. Além disso, a advogada foi vítima de estupro em condição de vulnerabilidade. O réu tentou ocultar o crime, segundo a denúncia, lavando roupas e limpando vestígios de sangue na casa. Em seguida, ele transportou o corpo da vítima em seu próprio veículo até o Parque das Águas, onde o abandonou. Ele chegou a simular que a advogada ainda estivesse viva, colocando-a no banco do passageiro com óculos escuros. O corpo de Cristiane foi localizado posteriormente, após familiares rastrearem seu celular e encontrarem o carro.
Defesa e laudos periciais sobre a condenação ex-PM Cuiabá
A defesa do ex-militar alegou inimputabilidade por doença mental, buscando uma absolvição sumária. Contudo, laudos periciais foram conclusivos ao afirmar que Almir estava plenamente consciente de seus atos no momento do crime e não apresentava surto psicótico. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já havia rejeitado anteriormente o pedido de absolvição, garantindo o seguimento do caso até o Tribunal do Júri. Por meio de nota, a família de Cristiane expressou serenidade ao acompanhar o desenrolar do caso. “Confiamos no trabalho da Justiça e entendemos que este é um passo importante para encerrar um ciclo de dor, preservando a memória de Cristiane como mulher, amiga, mãe, filha, irmã e profissional exemplar. Sua vida será sempre lembrada por todos que tiveram a oportunidade de conhecê-la”, disse a família.
A família espera que esta decisão contribua para que outros casos como o de Cristiane não se repitam. Em conclusão, a sociedade de Cuiabá aguarda o cumprimento integral da justiça para este crime hediondo. Para mais notícias sobre a justiça em Mato Grosso, acesse nosso portal: Justiça.










