Concessão Energisa MT: Audiência discute futuro em Tangará da Serra

Representação gráfica de um auditório com debatedores e público discutindo a concessão Energisa Mato Grosso.
Debate público em Tangará da Serra sobre a concessão Energisa Mato Grosso e demandas da população.
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Tangará da Serra foi palco da primeira audiência pública da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) focada na concessão Energisa Mato Grosso. O encontro visou coletar as principais demandas da população local.

Comissão Especial discute a concessão Energisa Mato Grosso

Formada para analisar a renovação ou reversão da concessão de distribuição de energia no estado, a comissão especial da ALMT realizou o debate na 10ª Subseção da OAB-MT. O vice-presidente do grupo, deputado Wilson Santos (PSD), expôs pontos críticos e reclamações sobre o serviço da Energisa.

Foram debatidas as falhas contratuais e as queixas de moradores e representantes da concessionária. O parlamentar destacou a necessidade de avaliar a prestação de serviços, considerando interrupções, oscilações e a falta de agências físicas no interior.

As informações coletadas serão transformadas em um dossiê a ser encaminhado à Aneel e ao Ministério de Minas e Energia. Essa iniciativa busca garantir que a concessionária, se renovada por mais 30 anos, realmente cumpra suas obrigações.

O deputado Chico Guarnieri (PRD), requerente da audiência, ressaltou as inúmeras reclamações recebidas, especialmente sobre a falta de rede trifásica. É crucial, segundo ele, que Mato Grosso invista em infraestrutura para impulsionar o agronegócio.

Por sua vez, o relator da comissão, Eduardo Botelho (União), enfatizou a importância da participação de parlamentares que representam os polos regionais. Dr. João (MDB), co-autor do requerimento e 1º secretário da Assembleia, demonstrou satisfação com a realização do evento em sua cidade base.

“Mato Grosso tem que se preparar para o futuro”, declarou Dr. João. Assim, a expectativa é que o encontro gere propostas concretas para garantir energia confiável e acessível a todos os mato-grossenses.

O prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, abordou a relevância da concessão para resolver as necessidades do município. Ele frisou que, embora concessões sejam comuns internacionalmente, é fundamental que a Energisa cumpra as normas pactuadas.

As reclamações levantadas incluíram prejuízos na produção agrícola e pecuária devido a quedas de energia no campo, a falta de rede trifásica, instabilidade no fornecimento, danos a equipamentos e a necessidade de melhorias na iluminação rural.

A maioria dos presentes se manifestou favorável à continuidade da Energisa, contudo, com a forte expectativa de que os problemas apontados sejam solucionados com urgência.

Luís Carlos Moreira, assessor institucional da Energisa, considerou as audiências públicas essenciais para entender as dificuldades enfrentadas pela população. Ele afirmou que a empresa investe em melhorias e está aberta ao diálogo para aperfeiçoar o serviço aos consumidores.

Especificamente sobre a rede trifásica, o assessor explicou que sua implantação demanda cautela devido ao aumento de carga, mas que já há conversas com o governo estadual para uma implementação conjunta que não impacte na tarifa. Além disso, a Energisa está investindo em canais digitais e no atendimento humanizado.

No entanto, o deputado Wilson Santos anunciou que as próximas audiências ocorrerão em Sinop, Rondonópolis e Cuiabá. A capital terá a presença do diretor da Aneel, Fernando Mosna, em 23 de outubro, na ALMT.

A concessão da Energisa em Mato Grosso expira em 11 de dezembro de 2027. A Aneel já aprovou um termo que possibilita a renovação de contratos por mais 30 anos para diversas empresas, incluindo a Energisa.

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