CPI investiga comercialização irregular de jazigos em MT

CPI em Sinop apura comercialização irregular de jazigos no cemitério, com autoridades e vereadores.
CPI apura a comercialização irregular de jazigos, com denúncias de pagamentos e fiscalização falha.
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A Câmara Municipal de Sinop instaurou oficialmente uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar um suposto esquema de comercialização irregular de jazigos no Cemitério Municipal. Além disso, a investigação vai apurar denúncias de venda irregular de espaços, com possível participação de servidores públicos e de particulares.

Comercialização irregular de jazigos

A comissão também vai apurar os procedimentos administrativos adotados pelo município, a existência de pagamentos vinculados às negociações — inclusive por meio de PIX — e eventuais falhas nos mecanismos de controle e fiscalização. Portanto, a CPI buscará esclarecer a comercialização irregular de jazigos. Mais informações podem ser conferidas no Portal 163.

De acordo com o vereador Enio da Brígida, responsável pelo pedido de abertura da CPI, as denúncias apontam que famílias teriam pago diretamente a terceiros para adquirir terrenos no cemitério, com valores entre R$ 2 mil e R$ 20 mil. O parlamentar afirmou que os primeiros relatos foram encaminhados ao Ministério Público e à Polícia Civil em março do ano passado, além de apresentarem comprovantes de transferências via PIX.

A Portaria nº 156/2026, lida durante a sessão da última segunda-feira, definiu os integrantes da CPI. Foram nomeados:

Elbio Volkweis

Enio da Brígida

Gilsimar Silva

Rodrigo Gargantini

Sandra Donato

Toninho Bernardes

Zezinho Construtor

O presidente e o relator da comissão serão escolhidos pelos próprios membros.

O prazo inicial para conclusão dos trabalhos será de 180 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 120 dias, mediante aprovação do plenário. During as investigações, a comissão contará com apoio da Secretaria Legislativa e da Procuradoria Jurídica da Câmara.

Especialistas em direito administrativo destacam que a atuação da CPI exige observância rigorosa de princípios de transparência, legalidade e devido processo, assegurando amplo direito de defesa aos investigados, sem prejudicar trabalhadores e famílias afetadas pela situação.

Questionamentos sobre o impacto financeiro do suposto esquema provocam reforço dos controles internos, com a prefeitura prometendo revisar contratos e mecanismos de fiscalização, para evitar novas ocorrências e fortalecer a confiança da população.

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