A transição energética ganhou força na Pre-COP em Brasília. O Brasil apresentou o “Compromisso de Belém pelos Combustíveis Sustentáveis”, conhecido como “Belém 4x”. Essa iniciativa visa quadruplicar a produção global de combustíveis sustentáveis até 2035, buscando apoio político internacional.
Brasil Lidera Esforço Global por Combustíveis Sustentáveis
O plano se baseia em um relatório inédito da Agência Internacional de Energia (AIE). O “Belém 4x” pretende impulsionar o uso de fontes limpas como hidrogênio e biogases. Assim, busca substituir combustíveis fósseis e combater as mudanças climáticas.
João Marcos Paes Leme, do Ministério de Relações Exteriores, explicou: “Muitas dessas tecnologias são tecnicamente viáveis, mas não são produzidas em escala suficiente.” Portanto, é crucial o apoio de muitos países para sinalizar aos agentes econômicos.
Japão, Itália e Índia já declararam apoio. A expectativa é que mais nações se juntem ao compromisso na COP30, em Belém. Este evento será um marco para a discussão de combustíveis sustentáveis.
Avanços e Desafios nas Energias Renováveis
Além dos combustíveis, outro relatório importante da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena) foi divulgado. Ele mostra que, apesar de um avanço em capacidade renovável, o mundo ainda precisa de um esforço maior.
A eficiência energética, contudo, avançou apenas 1% em 2024. O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, ressaltou a necessidade de “dobrar a eficiência energética”.
Francesco La Camara, diretor-geral da Irena, enfatizou a importância da infraestrutura e políticas interconectadas. Ele acredita que a COP30 será fundamental para impulsionar a ação. Nesse sentido, a infraestrutura adequada é vital para o sucesso dos combustíveis sustentáveis.
As economias do G20, incluindo o Brasil, devem liderar a transição. É necessário, ademais, incrementar o financiamento para países em desenvolvimento. O setor privado também é visto como um grande aliado nessa jornada.
Ben Backwell, presidente da Aliança Global de Renováveis, destacou a competitividade dos renováveis. “90% dos projetos renováveis são mais baratos e competitivos que projetos de energia fóssil.” A meta é acelerar a implementação de renováveis, conforme acordado em Dubai.
Para alcançar as metas, os países devem integrar objetivos de energia renovável em suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) antes da COP30. Além disso, é preciso dobrar a ambição das NDCs e aumentar o investimento para pelo menos 1,4 trilhão de dólares anuais até 2030. Descubra mais sobre iniciativas sustentáveis em nosso portal.










