O mercado da carne brasileira respira aliviado com o adiamento da decisão chinesa sobre restrições importação carne China. No dia 25 de novembro, Pequim anunciou que postergou pela segunda vez a conclusão de uma investigação.
Investigação sobre restrições importação carne China prorrogada
Essa investigação, iniciada em dezembro de 2024 e originalmente prevista para encerrar neste ano, agora tem um novo prazo até 26 de janeiro de 2026. Portanto, a China estuda a possibilidade de impor limites às importações de carne bovina, visando o fortalecimento do seu rebanho interno.
A justificativa oficial aponta para a geração de renda e economia doméstica com essa medida. Contudo, a potencial adoção de regras mais severas preocupa o setor agropecuário nacional, especialmente Mato Grosso.
Afina, a China é a principal compradora da carne produzida no estado. Entre janeiro e outubro de 2025, foram exportadas 413,63 mil toneladas equivalentes-carcaça, conforme dados do IMEA. Caso novas restrições sejam de fato aplicadas, é provável que o ritmo de compras diminua, afetando diretamente produtores e frigoríficos brasileiros.
No entanto, com o adiamento, o mercado financeiro apresentou uma reação mais serena. O contrato futuro do boi gordo para dezembro de 2025, por exemplo, subiu 0,63% no dia do anúncio. Isso reflete a percepção de que, por ora, não haverá alterações imediatas nas políticas comerciais chinesas.
Especialistas ponderam que o impacto de eventuais medidas restritivas dependerá do volume total de redução nas importações. Pequenos cortes, por exemplo, poderiam ser mitigados com o redirecionamento de vendas para outros mercados. Já reduções mais significativas teriam um efeito mais acentuado nos preços e na demanda.
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