Chico 2000 e Abilio: Uma Relação Tensa
O ex-presidente da Câmara Chico 2000, que tem uma relação tensa com o prefeito e correligionário Abilio Brunini, afirma ter um sentimento de tristeza com o afastamento do cargo após mais de 120 dias.
Isso ocorreu após a denúncia feita por Abilio, que era deputado federal, que originou a operação Perfídia, que tem Chico entre os alvos.
Chico 2000 nega veementemente às acusações e sustenta que apenas conduziu republicanamente a aprovação de um projeto amplamente debatido por 42 dias dentro da Câmara.
Ele avalia que a situação demonstra que não é bem quisto na base governista.
Além disso, Chico 2000 diz que não fará oposição a Abilio, mas sim terá uma postura de independência.
Nessa linha, ressalta que terá uma relação mais próxima com o Executivo, desde que as mensagens sejam positivas.
Em conclusão, ele assegura que terá o voto sempre que entender que as decisões são benéficas para Cuiabá.
Questionado sobre a permanência ou não no PL, Chico confirma que tem cartas de liberação dos diretórios de Cuiabá, de Mato Grosso e até Nacional.
No entanto, assevera que não pretende, por ora, deixar a legenda.
Isso é porque, segundo ele, o momento da saída é seu e não do PL.
Além disso, Chico 2000 falou sobre os dias em que permaneceu afastado do cargo.
Ele diz que chorou algumas vezes.
Por exemplo, quando foi proibido de sair da comarca, o que o fez sentir muito triste.
Deflagrada em 29 de abril, a operação apura uma denúncia sobre suposta cobrança e recebimento de R$ 250 mil a título de propina para articular a aprovação de um projeto que atenderia interesse da empresa responsável pelas obras do Contorno Leste.
Além de Chico, Sargento Joelson também é alvo da investigação, tendo retomado hoje os trabalhos.
Todos negam as acusações.
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