A vereadora por Cuiabá, Maysa Leão (Republicanos), reconheceu o viés político na representação que pedia sua cassação. Contudo, ela evitou apontar responsáveis pela articulação de uma ofensiva na Câmara Municipal. Além disso, Leão destacou que, embora tenha tido atritos com o deputado estadual Gilberto Cattani (PL), não possui provas para vincular o parlamentar à denúncia por quebra de decoro. “Seria uma ilação”, declarou a vereadora sobre qualquer possível envolvimento de Cattani na cassação vereadora Maysa.
Maysa Leão afasta influência de Cattani: “Seria ilação”
A vereadora explicou que não tem como afirmar a participação de Cattani no caso. “Não acho que tem relação com o deputado estadual Gilberto Cattani, até porque seria uma ilação da minha parte”, disse. Ela ressaltou a necessidade de provas para qualquer acusação, semelhante ao que espera em relação ao processo de cassação vereadora Maysa. Portanto, a parlamentar enfatizou a importância de agir com base em fatos concretos.
A representação inicial, que foi arquivada por unanimidade pela Câmara, era assinada por Katiucia Micheli Vaz. Ela alegava que Maysa Leão expôs uma adolescente vítima de estupro durante audiência pública. Entretanto, os vereadores acolheram o parecer da Procuradoria da Câmara, considerando que não houve dolo por parte da vereadora. Assim, eles também seguiram o entendimento do Ministério Público (MPMT).
Ademais, o MPMT arquivou uma denúncia anterior de Gilberto Cattani que solicitava investigação sobre a postura de Maysa. O órgão ministerial concluiu que não houve novos fatos de exposição e que o material da audiência foi removido das plataformas digitais. Maysa Leão, por sua vez, sustenta que a menor possuía autorização do responsável e estava acompanhada de sua rede de apoio emocional.
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