A cassação do vereador em Pedra Preta, Gilson da Agricultura (União Brasil), tornou-se uma forte possibilidade após a Câmara Municipal instaurar a Comissão Processante. Ele utilizou a tribuna para defender investimentos em assentamentos. Contudo, no decorrer de seu discurso, o edil proferiu ofensas contra a prefeita Iraci Souza (PSDB), chamando-a de “cadela viciada”.
Esse ataque, categorizado como violência política de gênero, ganhou notoriedade nacional. Por isso, a Comissão Processante foi criada com 8 votos a favor e apenas 2 contrários. O vereador Ediérico Machando (União Brasil) foi nomeado presidente. Ademais, o vereador Chico Lima Tur (PSDB) assumiu a relatoria, e Fernando do Gelvalino (Podemos) completa o trio de membros.
Processo de cassação do vereador em Pedra Preta avança
Segundo o presidente da Câmara, Laudir Martarello (PSB), cinco pedidos de cassação foram protocolados contra Gilson da Agricultura. Portanto, os requerimentos foram apensados para agilizar o processo. A denúncia feita pela prefeita Iraci, vítima do ataque, prevaleceu. Entre os que solicitaram a cassação estão a primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, e a deputada federal Gisela Simona (União Brasil).
Ademais, a Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) também representou contra o vereador. “Decidimos apensar os requerimentos, que tinham o mesmo objeto, para agilizar o andamento do processo. Agora, a Comissão Processante tem 90 dias para concluir os trabalhos. Acredito que nem será necessário todo esse tempo. Em breve, o relatório será concluído e estará pronto para ser apreciado em plenário”, explicou Martarello.
Em resposta à repercussão negativa e ao repúdio da classe política mato-grossense, Gilson da Agricultura divulgou uma nota se retratando. Na ocasião, ele negou a intenção de ofender a prefeita e pediu desculpas. Para mais informações sobre política regional, visite portal163.com.br.









