O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), rejeitou veementemente a proposta de trocar o modal de transporte BRT VLT ART. A sugestão partiu do prefeito Abilio Brunini (PL).
Rejeição à Mudança do Modal BRT VLT ART
Max Russi considera um erro discutir a troca do modal de transporte pela terceira vez. Portanto, ele defende a conclusão dos projetos já em andamento, que se arrastam há mais de uma década. A discussão sobre BRT VLT ART tem sido um tema recorrente.
Originalmente, o BRT foi planejado como substituto ao VLT, projetado para a Copa de 2014. Contudo, a obra em Cuiabá nunca foi concluída, tornando-se uma “herança maldita”.
Guerra de Modalidades e “Herança Maldita”
O governador Mauro Mendes (União Brasil) defendeu o BRT, entrando em conflito com o ex-prefeito Emanuel Pinheiro, que insistia na conclusão do VLT. Assim, mais de R$ 1 bilhão foi investido no modal.
No entanto, o próprio governador também enfrenta dificuldades na execução das obras do BRT. Questionado sobre a proposta do ART, que utiliza “trilhos virtuais”, Max Russi admitiu desconhecer o sistema.
“Eu não conheço esse sistema ART, então, emitir uma opinião é até complicado. Mas eu particularmente quero que concluam o que já está aí. Porque se nós formos mudar de novo, buscar recurso ou algo nesse sentido, vai ser outra história. Já tem mais de 11 anos, 12 anos, 13 anos que essa obra começou e não concluiu. Nós não podemos esperar mais um ano, dois anos”, comentou.
Responsabilidade Política na Obra
Além disso, Max Russi destacou a responsabilidade política no impasse entre BRT e VLT. Ele ressaltou que a falta de responsabilidade de gestores levou a um desperdício de recursos públicos.
“A questão BRT x VLT, faltou um pouco de responsabilidade política de vários gestores. Se você for responsabilizar, são vários. Muda de um modal, faz outro, gastamos R$ 1 bilhão no VLT jogando no ralo um dinheiro que podia ter feito hospital e casas populares. Olha quanta casa podia ter feito em Mato Grosso com esse dinheiro e foi para o ralo, infelizmente”, concluiu.
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