O empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra chegou ao júri popular nesta terça-feira (21) sem o uniforme do Sistema Penitenciário de Mato Grosso. Preso desde fevereiro de 2024, ele compareceu à sessão e, mesmo diante da expectativa do plenário, chamou atenção pela boa aparência em júri popular, que gerou debates sobre tratamento diferenciado no sistema prisional. A postura dele, com barba aparada, máscara de proteção facial e roupas mais simples, contrastou com o que costumam apresentar os demais presos que aguardam julgamento.
boa aparência em júri popular
No plenário, Carlos Alberto apareceu de barba, máscara de proteção facial e vestindo roupas próprias. Além disso, a diferença na apresentação levantou questionamentos sobre um possível tratamento diferenciado em relação aos demais presos submetidos a julgamento. Observadores destacaram que essa boa aparência em júri popular pode influenciar a percepção pública sobre o caso, ainda que não haja provas de favorecimento. A divulgação da imagem do réu, embora limitada pela juíza, alimentou debates sobre padrões de conduta diante de júris populares e sobre como a aparência pode moldar julgamentos.
“O Carlinhos está bem ajeitado, arrumado. Sem a roupa da cadeia. Está barbudo e usando máscara”, disse a jornalista Amanda Paim, presente no julgamento.
Por decisão da juíza Mônica Catarina Perri, não foram autorizadas imagens da sessão.
O filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra (MDB) seria submetido a júri popular nesta terça, mais de três anos após matar a ex-namorada Thays Machado e o então namorado dela William Moreno. O crime ocorreu nas proximidades da Avenida do CPA, em Cuiabá, e teve grande repercussão no Estado.
Alguns pontos-chave foram levantados durante a sessão, incluindo a diferença de vestimenta entre Bezerra e outros réus custodiados. Leia mais em Portal163 – cobertura jurídica.
- Chegada sem o traje da cadeia.
- Preso desde fevereiro de 2024.
- Júri popular para Thays Machado e William Moreno.
- Imagens da sessão não autorizadas pela juíza.
- Repercussão no Estado.
Especialistas destacam que a aparência externa pode influenciar a percepção pública em julgamentos de júri, mesmo com regras de imparcialidade. Assim, o debate envolve justiça, mídia e políticas prisionais, exigindo equilíbrio entre transparência e proteção de direitos.









