auditoria interna Campo Verde
O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes (União Brasil), afirmou, em rede social, que a auditoria interna Campo Verde partiu da denúncia. A afirmação ocorre após ele ser um dos alvos da Operação Gomorra, que investiga supostas fraudes em contratos firmados durante sua gestão. Entre os contratos apurados, destaca-se o relacionado ao fornecimento de combustíveis para a frota municipal.
Em vídeo publicado nesta quarta-feira (8), o prefeito afirmou que as irregularidades identificadas foram encaminhadas ao Ministério Público, que deu prosseguimento às apurações. Portanto, segundo ele, a atuação resultou da auditoria interna Campo Verde realizada no município.
Alexandre explicou que, quando assumiu a administração, em 2021, o sistema de controle de abastecimento da frota municipal era precário e realizado de forma manual.
“Quando assumi a gestão, o controle de abastecimento de Campo Verde era feito em papel, em bloco de notas. Nós informatizamos todo o sistema, implantamos mecanismos de controle e incluímos o histórico de consumo de muitos anos da prefeitura. Detectamos um déficit de combustível que vem se acumulando ao longo de décadas pela falta de um controle mais objetivo”, afirmou.
Além disso, o prefeito argumentou que não haveria sentido determinar auditorias, encaminhar as informações para investigação e adotar medidas para reforçar o controle dos gastos públicos, caso estivesse envolvido em irregularidades. No entanto, ele ressaltou que tais medidas demonstram o compromisso com a gestão responsável.
O gestor também afirmou que está sendo investigado unicamente por ter assinado uma ata de registro de preços, respaldado por parecer jurídico favorável da Procuradoria do Município. Segundo ele, mais de 100 prefeituras aderiram à mesma ata.
“Esse foi o meu papel: assinar um contrato que tinha respaldo jurídico”, declarou.
Na publicação, o prefeito disse que está tranquilo quanto às investigações e garantiu que está colaborando com as autoridades para que os fatos sejam completamente esclarecidos.
A Operação Gomorra apura supostas irregularidades em contratos públicos, entre eles o de fornecimento de combustíveis para a frota da Prefeitura de Campo Verde. As investigações seguem em andamento.
No último dia 1º de julho, o Ministério Público Estadual, por meio do Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco), cumpriu mandados de busca e apreensão contra o prefeito e servidores públicos. Além da busca e apreensão, o secretário municipal de Obras, Rubens Anunciação Júnior, e outros três servidores foram afastados dos cargos por determinação da Justiça.
Também foram autorizadas medidas de quebra de sigilos telemático e fiscal, além da indisponibilidade de bens dos investigados, entre agentes públicos e particulares.
Os mandados foram cumpridos em Cuiabá e Campo Verde. Na Capital, as diligências ocorreram em residências e empresas. Já em Campo Verde, os alvos foram a Prefeitura e as casas de dois servidores investigados.
Para mais informações, consulte as fontes internas: Suposto Desvio Recursos Públicos em Campo Verde: Servidora Afastada e Desvio de recursos públicos Campo Verde: servidora afastada.
- Operação Gomorra investiga contratos de abastecimento de combustível para a frota da prefeitura.
- No dia 1º de julho, mandados de busca e apreensão atingiram o prefeito e servidores, com afastamentos de Rubens Anunciação Júnior e mais três profissionais.
- Medidas de sigilo telemático e fiscal, bem como a indisponibilidade de bens, foram autorizadas.
- As ações ocorreram em Cuiabá e Campo Verde, com diligências em residências, empresas e na Prefeitura.









