A Câmara de Cuiabá aprovou em primeira votação, nesta terça-feira (14), um projeto de lei que proíbe a participação de atletas trans em competições femininas. A medida, que recebeu 18 votos favoráveis, visa definir critérios claros para a organização das equipes esportivas na Capital.
Critério Biológico para Atletas Trans em Competições Femininas
A proposta, de autoria do vereador Rafael Ranalli (PL), estabelece o sexo biológico como o único critério para a organização das equipes esportivas em relação ao gênero dos competidores. Dessa forma, atletas transgênero ficam impedidos de competir em equipes do sexo oposto.
Ranalli justificou a decisão argumentando que a construção muscular masculina difere significativamente da feminina, tornando a disputa no esporte desigual. Ele declarou: “Se o cidadão nasceu homem e se sente mulher, tudo bem, mas no esporte vai ter que abrir mão”, agradecendo o apoio dos colegas.
A presidente da Câmara, Paula Calil (PL), apoiou a iniciativa, ressaltando que a questão é fisiológica e não ideológica. Ela afirmou: “Queremos promover a igualdade na disputa esportiva. Não estamos excluindo ninguém, estamos buscando justiça”, destacando a importância do tema.
Penalidades e Doping para Atletas Trans em Competições Femininas
O texto aprovado estipula multas de R$ 5 mil para federações, entidades ou clubes que descumprirem a lei. Além disso, caso um atleta transgênero omita sua condição, será considerado um caso de doping, resultando em seu banimento do esporte.
Em resumo, a proibição de atletas trans em competições femininas busca assegurar a equidade em modalidades esportivas, baseando-se em diferenças fisiológicas comprovadas. Para mais informações sobre políticas esportivas regionais, confira nosso portal. A discussão sobre atletas trans em competições femininas continua relevante.










