A dupla que cometeu o ataque ao adolescente em Várzea Grande tentou despistar a polícia indo trabalhar logo após o crime. Alexandre Lima dos Santos e um comparsa não identificado compareceram ao serviço na manhã desta quarta-feira (3).
Essa atitude visava garantir álibis e evitar levantar suspeitas. A informação foi confirmada pela Polícia Militar, que conseguiu prender os dois em Poconé.
Motivação do ataque adolescente Várzea Grande
Segundo o 1º Tenente Vinicius Goes, as diligências iniciaram na casa de Alexandre. O imóvel estava aberto, com sinais de fuga às pressas. No local, a PM soube que a motivação seria um suposto estupro do neto do suspeito, de 6 anos, pelo adolescente baleado.
Essa circunstância seria apontada pela família como motivo para o atentado.
Com base em informações de testemunhas no trabalho de Alexandre, a polícia descobriu que ele e um colega saíram em um Gol rumo a Poconé. O alerta foi repassado às equipes locais, que interceptaram o veículo e efetuaram a prisão.
Durante a abordagem, o comparsa revelou onde a arma do crime estava escondida. O revólver e munições foram apreendidos em sua residência.
Contudo, mesmo após disparar contra o jovem, Alexandre retornou ao trabalho como se nada tivesse acontecido, antes de tentar fugir da região.
O jovem baleado, que não possui antecedentes criminais, ainda responde como suspeito na denúncia de estupro. Assim, a Polícia Civil seguirá com as investigações sobre a tentativa de homicídio e a denúncia.
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