Artrose de ombro: Entenda a doença que limita seus movimentos

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Rodinei Crescêncio/Rdnews

A artrose de ombro, também chamada de osteoartrite glenoumeral, é uma condição degenerativa que afeta a cartilagem da articulação do ombro, levando à dor, rigidez e limitação de movimentos. Embora seja menos comum do que a artrose em outras articulações, como joelho e quadril, ela pode comprometer significativamente a qualidade de vida.
O que é a artrose de ombro?
A artrose ocorre quando a cartilagem que reveste as extremidades dos ossos se desgasta progressivamente. No ombro, isso afeta principalmente a articulação entre a cabeça do úmero (osso do braço) e a glenoide (parte da escápula). Sem essa cartilagem lisa, os ossos passam a se atritar, causando dor e inflamação.
Existem dois principais tipos de artrose de ombro:
   •   Artrose primária: sem causa definida, geralmente relacionada ao envelhecimento natural das articulações.
     •   Artrose secundária: causada por lesões prévias, como fraturas, luxações, lesões do manguito rotador ou doenças inflamatórias como artrite reumatoide.
Fatores de risco
   •   Idade avançada
   •   Histórico de trauma ou cirurgias no ombro
   •   Esforços repetitivos ou sobrecarga articular
   •   Lesões do manguito rotador não tratadas
   •   Doenças reumatológicas
Sintomas mais comuns
   •   Dor: geralmente profunda, localizada na parte anterior ou lateral do ombro, que piora com movimentos ou esforços.
   •   Rigidez: dificuldade de movimentar o braço, principalmente para levantar ou girar.
   •   Crepitação: sensação ou som de estalos ao movimentar o ombro.
   •   Perda de força e dificuldade para realizar atividades cotidianas, como pentear o cabelo ou vestir uma blusa.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito com base na história clínica, exame físico e exames de imagem. Os principais exames incluem:
   •   Radiografia: revela o estreitamento do espaço articular, presença de osteófitos (bicos de osso) e esclerose óssea.
   •   Ressonância magnética: útil para avaliar a integridade do manguito rotador e a gravidade da lesão cartilaginosa.
     •   Ultrassonografia: pode ajudar na avaliação de lesões associadas.
Tratamentos disponíveis
O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico, dependendo do estágio da doença, intensidade da dor e impacto na vida do paciente.
Tratamento conservador (não cirúrgico)
   •   Fisioterapia: para manter a mobilidade e fortalecer a musculatura ao redor da articulação.
   •   Medicamentos: analgésicos, anti-inflamatórios e condroprotetores.
   •   Infiltrações: aplicação de medicamentos diretamente na articulação, como:
   •   Corticoides (alívio rápido da dor)
   •   Ácido hialurônico (lubrificação articular)
 •   Plasma rico em plaquetas (PRP) ou células-tronco (em casos selecionados, dentro da medicina regenerativa)
   •   Ondas de choque: tecnologia que estimula a cicatrização e alívio da dor, usada em algumas clínicas especializadas.
Tratamento cirúrgico
Indicada nos casos mais avançados, quando a dor é intensa e os tratamentos conservadores não funcionam.
   •   Artroscopia: limpeza da articulação e retirada de fragmentos soltos (em casos leves a moderados).
   •   Artroplastia (prótese de ombro): substituição da articulação por uma prótese. Pode ser:
   •   Anatomicamente total (quando o manguito está preservado)
   •   Reversa (quando o manguito está rompido de forma irreparável)
Prevenção e cuidados
Embora não seja possível evitar completamente o envelhecimento articular, algumas medidas ajudam a prevenir ou retardar o avanço da artrose:
   •   Tratar precocemente lesões do ombro, como as do manguito rotador
   •   Evitar sobrecarga em atividades repetitivas
   •   Manter a musculatura do ombro fortalecida
   •   Ter uma alimentação equilibrada e controlar o peso corporal
   •   Consultar um ortopedista ao menor sinal de dor persistente
Fellipe Ferreira Valle é formado em medicina pela Universidade de Medicina de Teresópolis -RJ, realizando posteriormente residência médica em ortopedia na Santa Casa de Belo Horizonte onde também realizou especialização em cirurgia do joelho e cirurgia do ombro e cotovelo. É também membro fundador da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual e Socio efetivo da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Professor de medicina na UNIVAG e preceptor da residência de ortopedia da UNIC. Instagram :@dr.fellipe Fellipe Valle Artrose de ombro: Entenda a doença que limita seus movimentos Artrose de ombro: Entenda a doença que limita seus movimentos

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