A apicultura mato grossense ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (19) com a apresentação do relatório final da Câmara Setorial Temática (CST) da Apicultura, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Portanto, o documento consolida diagnósticos e propõe caminhos para o fortalecimento da atividade.
Fortalecendo a apicultura mato grossense
O deputado Wilson Santos, autor da CST, destacou o trabalho realizado. Ele afirmou que o relatório foi produtivo e trará propostas concretas de financiamento e capacitação para apicultores de todo o estado. Além disso, busca garantir recursos no orçamento estadual para 2025.
A certificação do mel é outro ponto crucial. “Um produto certificado eleva o valor em no mínimo 50%”, ressaltou Santos. A certificação, no entanto, assegura qualidade e segurança ao consumidor.
Apesar do potencial, desafios como os logísticos e legais ainda precisam ser superados. Políticas públicas e capacitação são fundamentais, segundo Afonso Lodovico Sinkoc, secretário da CST.
Mato Grosso, com 60% de seu território preservado, possui um grande potencial. A polinização das lavouras de soja, por exemplo, pode gerar ganhos ambientais e econômicos.
A produção anual de mel gira em torno de 440 toneladas, número que pode ser subestimado. Sinkoc acredita que a produção pode ser multiplicada em até 20 vezes, contanto que haja mais apicultores profissionalizados.
A falta de profissionalização é um entrave significativo. Dessa forma, a assistência técnica e o fortalecimento de cooperativas são essenciais para a consolidação da apicultura mato grossense como atividade sustentável.
Juraci Rodrigo do Nascimento, apicultor de Poconé, reforça a importância de preservar métodos tradicionais. Ele também alertou para a concorrência desleal de produtos adulterados.
Ambrósio de Oliveira, apicultor da região do Araguaia, defende a certificação sanitária. Isso permitiria o acesso a mercados formais, como supermercados. Assim, a mobilização do setor já trouxe avanços, como a formalização de cooperativas.
O relatório aponta 22 mil colmeias em 127 municípios, com produção de 440 toneladas por cerca de 1.300 apicultores. Mato Grosso ocupa a 14ª posição nacional. Entraves incluem o uso de defensivos agrícolas e dificuldades logísticas.
Como soluções, o relatório propõe linhas de crédito subsidiadas e capacitação gerencial. A expectativa é que as recomendações sirvam de base para políticas públicas eficazes. Consequentemente, a renda da agricultura familiar será ampliada. Para mais informações sobre o setor agropecuário em Mato Grosso, confira nosso portal: https://portal163.com.br/agro. A consolidação da apicultura mato grossense é um caminho promissor.









