Anistia Geral DF: Jayme Campos vê obstáculos para aprovação

Senador Jayme Campos discute barreiras para aprovação de anistia geral no DF.
Obstáculos para anistia geral no DF são analisados pelo senador Jayme Campos.
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

Anistia Geral DF: Obstáculos em Brasília

O senador Jayme Campos (União Brasil) avalia que o clima em Brasília não favorece a aprovação de uma anistia geral ampla. Dessa forma, a medida que poderia beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores presos após os atos de 8 de Janeiro na Capital Federal parece distante.

Debate sobre anistia geral no DF

O relator do PL da Anistia, deputado federal Paulinho da Força, busca a conversão para um PL da Dosimetria. Portanto, o foco passa a ser a redução das penas dos envolvidos. Jayme Campos concorda com essa intenção, considerando exagerada a pena de 27 anos aplicada a Bolsonaro.

No entanto, o senador contrapõe que esse tempo de pena condiz com a soma dos crimes apontados pelo STF. Entre eles, estão organização criminosa, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Assim, a anistia geral parece cada vez mais remota.

“Tudo dá a entender e leva a crer que ele está dando, no seu parecer, a redução da dosimetria que foi praticada. Eu concordo plenamente”, declarou Jayme. Além disso, o senador ponderou que, embora algumas coisas estejam erradas, é preciso aprimorá-las, especialmente no caso de uma condenação de 27 anos.

“Parece que vão melhorar e aprimorar”, comentou o senador mato-grossense, referindo-se ao ambiente político em Brasília. Portanto, a expectativa é de um aprofundamento no debate, mas sem a amplitude esperada por alguns.

Proposta de perdão amplo no DF

A ideia inicial de aliados de Bolsonaro era um perdão total para atos praticados entre 2019 e 2023. Contudo, existem divergências significativas sobre o recorte e a possibilidade de apagar completamente os atos. Desta forma, a negociação se torna mais complexa.

Um dos planos chegou a envolver a execução do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. Entretanto, essa proposta radical não encontra eco no cenário político atual.

Ademais, Jayme Campos citou o caso dos bolsonaristas que tentaram explodir um caminhão com combustíveis perto do Aeroporto de Brasília em dezembro de 2022. Conforme o senador frisou, essa situação não seria passível de perdão.

“[Não podemos deixar] algumas pessoas não serem penalizadas dentro da forma da lei, com o direito da ampla defesa e ao contraditório, como é o caso de um cidadão que botou uma bomba dentro do carro de gasolina para explodir no aeroporto de Brasília. Esse não, né? Esse é terrorista”, avaliou. Portanto, a justiça deve prevalecer para atos de tamanha gravidade.

Fique por dentro de todas as notícias da região acessando Portal 163.

Compartilhe :

Veja mais