O deputado federal Coronel Assis (União Brasil) acredita na possibilidade de uma anistia ampla irrestrita aos bolsonaristas. Assim, ele enxerga um ambiente favorável na Câmara para tal medida. Esses indivíduos foram presos e condenados após os ataques de 8 de Janeiro de 2023, que contestaram o resultado das urnas daquele ano. A urgência para debater o tema foi aprovada na última quarta-feira (17), com 7 votos da bancada de Mato Grosso e apenas um voto contrário.
Ambiente para Anistia Ampla Irrestrita
Em entrevista anterior à votação, Assis destacou que uma articulação forte entre parlamentares e partidos de direita traria possibilidade de perdão. Ademais, ele ressaltou que este perdão seria sem qualquer tipo de “amenização”, a chamada “Anistia Light”. Os termos da anistia ampla irrestrita ainda estão em discussão. Por outro lado, nos bastidores, pressões de diferentes lados acontecem, algumas para incluir Bolsonaro, outras para excluí-lo.
“Eu acredito que a gente tem voto sim para uma ampla e irrestrita, basta trabalhar isso de uma maneira bem firme, concreta lá e também tem para a outra”, afirmou Assis. Muitos parlamentares buscam pacificar o país. Ele criticou duramente as penas aplicadas, considerando-as desproporcionais. “Não foi razoável as penas que extrapolaram 14 a 17 anos uma pessoa que pichou uma estátua com batom enquanto temos criminosos soltos baseados em insuficiência cardíaca”, disparou o deputado.
Aliados do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), indicam que o texto da anistia aos condenados pelo 8 de janeiro deve ser reformulado, com a intenção de contemplar apenas a redução de penas. Tanto a base governista quanto membros do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitam uma anistia ampla, sinalizando que os crimes foram cometidos contra a própria democracia.
Ainda sem um texto definido, a intenção é alcançar o ex-presidente Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe, conforme defendem líderes do PL em Brasília. Assis reiterou a existência de um consenso na Câmara pela pacificação, apesar da polarização. “Claro que isso vai ser decidido no plenário, o texto ainda não está pronto, que fique claro”, concluiu o parlamentar.
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