O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) defendeu que o Brasil deveria aproveitar o movimento dos Estados Unidos, que classificou CV e PCC como organizações terroristas, para firmar parceria estratégica e levá-las à extinção. Portanto, em entrevista à Rádio Jovem Pan Cuiabá, ele citou a aliança Brasil EUA contra crime como caminho a ser seguido. Além disso, ele argumentou que a cooperação internacional não é opção, é ferramenta de soberania nacional, capaz de ampliar a inteligência, reduzir o fluxo financeiro das máfias e facilitar ações conjuntas no combate ao crime organizado transfronteiriço. Ele insistiu que o Brasil não pode permanecer na posição de espectador quando vizinhos adotam medidas firmes para desarticular redes ilícitas que operam e se financiam na fronteira com a Bolívia. Segundo Pivetta, o momento exige planejamento estratégico que inclua transmissão de tecnologia, treinamento de forças de fronteira e acordos de compartilhamento de informações.
aliança Brasil EUA contra crime
Além disso, ele criticou o Governo Federal pela posição contrária à designação dos EUA, destacando que a cooperação internacional é essencial no combate ao crime organizado. A visão dele ganha força diante de relatos de que o crime transnacional envolve rotas de tráfico, lavagem de dinheiro e alianças entre redes nacionais e ingredientes estrangeiros, o que reforça a necessidade de cooperação multilateral. Ainda assim, ele lembra que a efetividade depende de investimentos em fronteiras, tecnologia de monitoramento e capacitação institucional.
- Defende cooperação com os EUA para enfrentar CV e PCC
- Critica a posição do governo Lula quanto à designação
- Aponta a fronteira de Mato Grosso com a Bolívia como foco de atuação
O governador também afirmou que o Brasil tem o Estado Oficial, porém há, segundo ele, um “Estado do Crime” paralelo atuando na fronteira com a Bolívia, em Mato Grosso, em uma faixa de aproximadamente 900 quilômetros. No entanto, ele ressaltou que é hora de agir para reduzir esse vazio de soberania.
Nós podemos fazer isso por meio de uma verdadeira parceria estratégica, com transferência de tecnologia e conhecimento para sufocar financeiramente as organizações. Além disso, ele reforçou que, se o próximo presidente for Flávio Bolsonaro, poderá melhorar o diálogo com Washington nessa ofensiva.
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