Desde a época de Celina Guimarães Viana, que depositou o primeiro voto feminino em 1932.
Na época, a conquista foi tratada por muitos como o “ponto final” de uma longa e exaustiva luta sufragista.
Garantir segurança e dignidade à mulher é o nosso compromisso ético
Contudo, ao observar o plenário atual e as persistentes estatísticas de violência em nosso Estado, fica claro que 1932 não representou o fim, mas o início de uma marcha que ainda exige de todos nós fôlego, coragem e, acima de tudo, ação política efetiva.
As mulheres representam 52% do eleitorado brasileiro, mas essa força numérica ainda não se traduz em ocupação proporcional de espaços de decisão.
Como presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), entendo que a nossa democracia permanece incompleta enquanto a maioria da população ocupa apenas cerca de 18% das cadeiras no Congresso Nacional e percentuais semelhantes nas casas legislativas estaduais.
Paridade plena na política
No ritmo atual, a paridade plena demoraria 140 anos para ser alcançada; um atraso que nossa democracia não pode mais tolerar.
Enquanto eu estiver à frente do Legislativo mato-grossense, essa pauta não será coadjuvante, mas prioridade absoluta, pois não há desenvolvimento real onde metade da população vive sob o medo ou sob o silêncio.
Para garantir que as mulheres tenham condições reais de serem escolhidas e de viver com dignidade para exercer esse poder em sua plenitude, precisamos trabalhar em conjunto para converter a defesa da mulher em metas mensuráveis e em segurança jurídica palpável.
Além disso, é fundamental que as mulheres tenham acesso a oportunidades de educação, emprego e empoderamento para que possam ter sua voz ouvida e seu protagonismo reconhecido.
Em Mato Grosso, estamos trabalhando para avançar na saúde com a Lei nº 13.065/2025, focada na prevenção à endometriose, e com o programa Ser Família Mulher (Lei nº 11.222/2020), que auxilia no rompimento da dependência econômica.
É hora de transformar a cultura que expõe as mulheres ao perigo e de criar um ambiente seguro e digno para elas viverem e se desenvolverem.
Para saber mais sobre as ações que estamos realizando para proteger e promover os direitos das mulheres, visite nosso portal Portal163.
Por fim, é fundamental que todos nos juntemos para garantir que as mulheres tenham seu espaço e voz assegurados por direito, justiça histórica e pela inegável competência de sua atuação.










