O governo de Mato Grosso se prepara para a COP30, em Belém, como um dos destaques na agenda ambiental brasileira. Com uma economia forte ligada ao agronegócio, o estado busca agricultura sustentável MT, com o objetivo de atrair investimentos internacionais, fortalecer parcerias e apresentar soluções concretas.
MT expõe agricultura sustentável na COP30
A presença mato-grossense na conferência será marcada pela defesa de uma economia verde tropical. Isso se baseia na valorização da floresta em pé e na remuneração de serviços ambientais. O governo pretende, por exemplo, apresentar projetos de pagamento por serviços ambientais (PSA) e bioeconomia.
De acordo com Alex Marega, secretário-adjunto de Meio Ambiente, a COP30 é uma oportunidade ímpar. “Vamos mostrar que é possível produzir com responsabilidade ambiental”, afirmou, “ao mesmo tempo, captar recursos para preservar nossos biomas e gerar oportunidades para quem vive da terra”. Portanto, a conferência será uma vitrine para o estado.
Mato Grosso já se consolidou como referência nacional em captação de recursos ambientais. Além disso, o estado implementou políticas integradas de enfrentamento às mudanças climáticas. Já foram movimentados cerca de R$ 300 milhões via mecanismos internacionais de financiamento climático, com destaque para o Programa REM.
Este programa financiado por Alemanha e Reino Unido remunera resultados de redução de emissões de CO2 pela conservação florestal. Consequentemente, tornou-se o principal parceiro da Estratégia PCI (Produzir, Conservar e Incluir).
Somente este ano, foram investidos R$ 125 milhões no combate a incêndios no Pantanal. Os recursos foram aplicados em ações coordenadas entre secretarias, municípios e organizações internacionais. O sucesso desses programas, por conseguinte, reforça a credibilidade de Mato Grosso junto a fundos globais.
Marega ressalta a prioridade em consolidar fundos estaduais com governança transparente. Isso visa atrair investidores privados e garantir a sustentabilidade de longo prazo. Além disso, busca-se ampliar o diálogo com países e empresas para viabilizar mecanismos de compensação financeira a regiões preservadas.
“Os países que mais emitem gases de efeito estufa precisam reconhecer e compensar àqueles que emitem menos”, defende Marega. “O pagamento pelas compensações das emissões é um consenso desde a COP15 de Paris. Mato Grosso tem grandes oportunidades dado o estoque de carbono concentrado em suas florestas.”
A Estratégia PCI continua sendo o eixo central da agenda de agricultura sustentável MT. O governo pretende aumentar a produção de grãos de 100 para 150 milhões de toneladas sem ampliar a área de plantio. Isso se dará, primeiramente, apostando em tecnologia, eficiência e boas práticas de manejo.
A política também prioriza a agricultura familiar, fortalecendo cadeias produtivas e a economia local. Com este conjunto de ações, Mato Grosso chega à COP30 para demonstrar resultados concretos. A expectativa é consolidar sua posição como referência nacional em transição verde e agricultura sustentável.
CONFIRA AQUI A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA COM ALEX MAREGA










