Hoje, estamos diante de um episódio incômodo dos Atos dos Apóstolos. A Palavra de Deus atrai multidões, ilumina e converte.
No entanto, a luz que entra também traz sombras, e as pessoas podem reagir de maneira negativa.
É o que acontece com Paulo Apóstolo e São Barnabé, que anunciam o Evangelho com força e são instigados por alguns a insurgir-se contra eles.
A PIEDADE QUE SE VESTE DE INVEJA
A piedade, quando não é atravessada pela verdade, pode ser manipulada. A religiosidade, quando não se deixa converter, pode tornar-se resistência a Deus.
A cena não pertence ao passado. Repete-se, com outras roupagens, todos os dias.
Há quem tenha Deus na boca e não suporte que Deus fale a sério. Há quem reze, mas se irrite quando a Palavra exige mudança.
Além disso, há quem defenda a fé… desde que não toque na própria vida.
Por exemplo, quando a piedade se transforma em arma contra a verdade, deixa de ser fé e passa a ser defesa de si próprio.
Cristo não foi rejeitado pelos que sabiam que estavam errados. Foi combatido pelos que se julgavam certos.
E isso continua a ser o maior perigo dentro da própria realidade religiosa.
Quem tem Deus na boca precisa de O deixar entrar no coração. Caso contrário, a piedade torna-se palco.
Portanto, é importante que a fé seja uma experiência viva e autêntica, e não apenas uma forma de defesa ou autopromoção.
Além disso, é fundamental que a verdade seja anunciada com clareza e sem medo de ser rejeitada.
É o que acontece com Paulo, que continua a anunciar a verdade, mesmo sabendo que pode ser rejeitado.
No entanto, a verdade não se adapta para agradar. Anuncia-se, e quem a escuta escolhe: converter-se ou insurgir-se.
Em conclusão, a piedade que se veste de inveja é um alerta para a fé, e é importante que sejamos conscientes disso e não permitamos que a inveja nos leade a rejeitar a verdade.
Para saber mais sobre como a piedade pode se transformar em inveja, leia o artigo “A Piedade que Se Veste de Inveja” no nosso portal: https://portal163.com.br/a-piedade-que-se-veste-de-inveja/










