Em 22 anos, a proporção da população com ensino superior completo em Mato Grosso mais que triplicou, passando de 5,1% em 2000 para 18,6% em 2022. Apesar do crescimento, o estado ainda se encontra em 10° lugar no ranking nacional de escolaridade superior, estando bem atrás do Distrito Federal e de São Paulo, por exemplo, que lideram.
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Os dados são do Censo 2022 – Educação, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado no dia 26. O levantamento demonstra que, apesar dos desafios educacionais, houve avanços expressivos na qualificação da população ao longo das décadas. Em 2022, entre os mato-grossenses com 25 anos ou mais, 35,9% tinham apenas não tinham concluído o ensino fundamental ou sequer tinham instrução, enquanto 15,4% concluíram o ensino fundamental, mas não o ensino médio. Outros 30% possuíam ensino médio completo e superior incompleto, e 18,6% haviam finalizado o ensino superior.
Em duas décadas, a evolução é notável. Em 2000, 68,3% da população de Mato Grosso com 25 anos ou mais não haviam concluído o ensino fundamental, quase o dobro de duas décadas depois, enquanto apenas 5,1% tinham ensino superior completo. O avanço registrado até 2022 representa uma taxa 3,6 vezes maior do que a de 22 anos atrás.
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Outro dado relevante é a taxa de matrículas no ensino superior entre jovens de 18 a 24 anos. Em Mato Grosso, 57,1% dos estudantes dessa faixa etária frequentavam a universidade, um índice ligeiramente superior à média nacional, que foi de 56,4%.
Comparativo nacional e desigualdades raciais
No ranking nacional de escolaridade entre pessoas com 25 anos ou mais, Mato Grosso ocupou a 10ª posição em 2022, com 18,6% da população possuindo ensino superior completo. O Distrito Federal liderou com 37%, seguido por São Paulo, com 23,3%. No extremo oposto, o Maranhão apresentou a menor taxa, com apenas 11,1%.
Apesar dos avanços, a taxa de pessoas sem instrução ou que não concluíram o ensino fundamental ainda é alta. Mato Grosso ficou na 16ª posição nesse quesito, com 35,9%, um número acima da média nacional de 35,2%.
As diferenças no nível de escolarização também são evidentes quando analisadas por cor ou raça. Em 2022, 40,3% da população de cor ou raça amarela com 25 anos ou mais tinham ensino superior completo, seguidos pela população branca, com 26%. Entre as pessoas pardas e pretas, a taxa foi de 14,9%, enquanto a população indígena apresentou o menor nível de instrução, com apenas 7,5% possuindo ensino superior completo e 46,7% sem instrução ou com apenas o ensino fundamental incompleto.
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Média de anos de estudo
Outro indicador importante é a média de anos de estudo da população com 25 anos ou mais. Em 2022, Mato Grosso registrou 9,4 anos, abaixo da média nacional de 9,6 anos. A faixa etária com maior tempo de estudo foi a de 25 a 29 anos, com 11,7 anos, enquanto a menor média foi observada entre aqueles com 80 anos ou mais, com apenas 3,4 anos. EM DUAS DÉCADAS Número de pessoas com ensino superior mais que triplica em Mato Grosso Taxa de pessoas com ensino superior mais que triplica em Mato Grosso Apesar do crescimento, o estado ainda se encontra em 10° lugar no ranking nacional de escolaridade superior










