O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), confrontado com a primeira ameaça de greve em sua gestão, abordou a imprensa sobre a possível paralisação de servidores da saúde. A principal questão em debate é o pagamento do adicional de insalubridade a determinadas categorias, sendo que a prefeitura planeja alterar o cálculo, impactando diretamente a insalubridade prefeitura Cuiabá.
Nova regra para insalubridade na Saúde
O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que a Prefeitura pretende cumprir estabelece um novo cálculo para o benefício, que passará a considerar apenas o salário-base, e não mais a remuneração integral. Portanto, isso resultará em uma redução significativa no valor do adicional de insalubridade para alguns servidores.
Mais de 2 mil servidores se reuniram com Abilio na Praça Alencastro nesta segunda-feira (13) e anunciaram um “estado de greve”. Uma nova assembleia decidirá os próximos passos. Assim, a tensão aumenta.
Em entrevista, Abilio declarou que há uma disparidade alarmante no pagamento do adicional de insalubridade. Ele citou uma “casta superprivilegiada” que recebe valores muito superiores a profissionais na linha de frente, como enfermeiros de UPAs.
“Existe uma casta dos servidores que ganha aquele benefício. Mas não é um benefício que se dá apenas para as pessoas que precisam”, argumentou o prefeito. Ele exemplificou a situação:
- Servidores em consultórios recebem 40% de insalubridade.
- Profissionais de UTI recebem apenas 20%.
Ele ainda destacou que um dentista no município pode chegar a ganhar R$ 40 mil, conforme o portal da transparência. Portanto, a discrepância é gritante.
Impacto da redução da insalubridade
O prefeito explicou que a redução do adicional de insalubridade afetará entre 600 e 700 servidores, de um total de 9 mil na saúde. Segundo ele, a maioria não votou pelo indicativo de greve. A questão da insalubridade prefeitura Cuiabá tem sido um ponto sensível.
“Essa medida da insalubridade (redução), ela vai atingir mais ou menos 600 a 700 servidores. Nós temos 9 mil servidores na saúde”, esclareceu Abilio. Ele acrescentou que 80% dos servidores efetivos de carreira já não recebiam o adicional integral, logo, não faziam parte da “casta” mencionada.
Abilio defende que medidas impopulares são necessárias, pois a saúde em Cuiabá é consideravelmente mais cara que na iniciativa privada. Para ele, não é justo que uma pequena parcela de servidores receba benefícios exorbitantes enquanto outros são preteridos.
“O que eu entendo é uma disparidade muito grande. Eu tenho um enfermeiro na unidade da UPA, por exemplo, sob pressão da população, sendo atacado, passando bastante estresse lá na UPA”, relatou o prefeito. Um enfermeiro pode ganhar de R$ 4 a R$ 5 mil com 20% de insalubridade. Em contrapartida, ele enfatizou a existência da “casta superprivilegiada”.
A Prefeitura busca uma proposta consensual com os sindicatos para enviar o projeto de lei à Câmara Municipal. O prazo final para o consenso é 18 de outubro, antes do fechamento da folha salarial. Caso contrário, a decisão fica para o mês seguinte.
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