O governador Mauro Mendes (União Brasil) aguarda uma “correção” por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) para que as obras da Ferrogrão MT-PA possam avançar. O projeto, uma linha férrea de 933 km, tem como objetivo ligar Sinop (MT) ao distrito de Miritituba (PA), visando otimizar o escoamento de grãos do Mato Grosso.
Ferrogrão MT-PA: Defesa do Governo no STF
O PSOL contesta o traçado ferroviário, especialmente em relação à alteração dos limites do Parque Nacional do Jamanxim. Em entrevista nesta quinta-feira (02), o governador informou que o estado enviou representantes para acompanhar a retomada do julgamento no STF. Desta forma, eles poderiam expor em sessão presencial uma defesa pela Ferrogrão MT-PA, pois “nós estamos habilitados”.
“Tem a minha orientação de que nós possamos lá falar, se possível. Já falamos tecnicamente na peça processual para, talvez, defender pontos de vista do governo, que é pela liberação daquele imbróglio ali”, declarou Mauro Mendes. Ele argumenta que a área afetada é mínima, uma fração de um parque que foi ampliado para compensar o traçado. Portanto, o governador espera que o Judiciário reconheça a legalidade da ação.
Atualmente, o escoamento da produção mato-grossense depende amplamente da BR-163, além de rotas mais longas e dispendiosas para os portos do Sul e Sudeste. Os defensores da Ferrogrão MT-PA sustentam que a obra reduzirá a emissão de poluentes e tornará o suporte ao agronegócio mais eficiente. Para o governador, manter a obra travada é um ato de “hipocrisia”.
Ademais, a decisão do STF impacta diretamente o futuro do escoamento da produção de grãos do estado. Para mais informações sobre o agronegócio em Mato Grosso, acesse portal163.com.br.









