Estado paralelo Cuiabá: crime organizado domina disputas de terras
O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) alertou sobre a grave situação em Cuiabá, onde o crime organizado estabeleceu um Estado paralelo Cuiabá. Essa rede criminosa atua na Avenida Contorno Leste, dominando disputas por terras e exercendo controle territorial e social na região.
Gravidade da denúncia de Estado paralelo em Cuiabá
A denúncia ganha força com a decisão do ministro do STF, Flávio Dino, que manteve ocupações irregulares na área. Cerca de 2,5 mil famílias residem na região, e a decisão ministerial contrariou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Anteriormente, o TJMT havia determinado a desocupação voluntária das famílias, com prazo final em 27 de outubro, seguido de ação policial. O deputado classificou a situação como um verdadeiro Estado paralelo, onde o crime organizado coordena a distribuição de cestas básicas e a definição de lotes, indo além de uma simples ocupação de terras.
Diego Guimarães enfatizou sua posição contra a invasão da propriedade privada no Contorno Leste de Cuiabá, ressaltando a importância do direito constitucional à propriedade. Ele expressou surpresa com a decisão de Dino, atribuindo-a a influências políticas.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), colocou-se à disposição para dialogar com os moradores. Contudo, ele se comprometeu a acionar a polícia e o Judiciário contra atos de vandalismo e violência durante manifestações.
Assassinato e invasões ligadas ao Estado paralelo Cuiabá
Um fato alarmante destacado pelo deputado foi o assassinato de João Antônio Pinto, um idoso de 86 anos com posse legalizada dos terrenos, vítima de um policial à paisana. Guimarães sugere que as invasões, mesmo que indiretamente, contribuíram para essa fatalidade, lamentando a perda de uma vida.
O parlamentar defende que as necessidades habitacionais sejam supridas por programas governamentais, como o Minha Casa, Minha Vida e o Ser Família Habitação, além da criação de loteamentos populares. Um levantamento estadual revelou que a maioria das famílias invasoras não se enquadra nos critérios para programas de moradia.
Dados da Secretaria Estadual de Assistência Social indicam que apenas 172 famílias atendem aos requisitos, como baixa renda e ausência de vínculos empregatícios ou empresariais. “Não podemos aceitar essas invasões”, concluiu Guimarães, defendendo soluções habitacionais formais e dignas. Para mais informações sobre segurança pública e política regional, acesse portal163.com.br.









